A iluminação – Adyashanti

Por Adyashanti

Ao longo dos anos, dando palestras e conversando com as pessoas sobre liberdade, iluminação e liberação, eu descobri que muitas pessoas que buscam a iluminação ou liberação não têm nenhuma ideia do que isso seja. É uma ironia que as pessoas gastem tanta energia, inclusive sacrificando a própria vida em alguns casos – se trancafiando em mosteiros; indo à satsang toda vez que um instrutor novo chega à cidade; gastando todo o dinheiro extra com livros, seminários de fim de semana ou noites como esta, onde elas refletem profundamente sobre as questões espirituais –, mas que elas não tenham realmente nenhuma ideia do que estão procurando.
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O despertar autêntico e a desorientação

O DESPERTAR AUTÊNTICO E A DESORIENTAÇÃO

Adyashanti

A maior parte do que nos dizem sobre o despertar soa como uma espécie de argumento para nos vender a iluminação. Quando querem nos vender algo só nos contam os aspectos positivos, e inclusive é possível que nos contem coisas que não são verdade. Na intenção de nos vender o despertar nos contam que este tem a ver com o amor, com o êxtase, com a compaixão e união e outras coisas positivas. Colocam a iluminação sempre envolta em historias fantásticas, de modo que chegamos a acreditar que o despertar tem relação com milagres ou poderes místicos. Como resultado dessa opinião muitos acreditam que na iluminação entrarão num estado de êxtase constante. Essa é uma compreensão equivocada do despertar. O despertar pode vir acompanhado de um sentimento de bem aventurança, porque a bem aventurança é um subproduto do despertar, porém não é o despertar em si. Enquanto vamos buscando pelos subprodutos do despertar, perdemos de vista a sua essência. Isso é um problema porque muitas das chamadas práticas espirituais tem a intenção de reproduzir os subprodutos do despertar sem buscar o despertar propriamente dito. Podemos aprender certas técnicas meditativas, repetir mantrans, cantar bhajans, e se produzirão certas experiências positivas. A consciência humana é extremamente flexível, e ao participar em certas práticas, técnicas e disciplinas espirituais, pode-se gerar muitos dos subprodutos do despertar. O estado de bem aventurança, abertura de consciência e assim sucessivamente. Porém o que ocorre é que acabamos parando por aí sem ir até o despertar mesmo.
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O despertar não é o que imaginas

O DESPERTAR NÃO É O QUE IMAGINAS

Adyashanti

Num sentido muito real é mais relevante falar daquilo que perdemos com a iluminação do que falar do que ganhamos. Não só perdemos a nós mesmos (aquilo que pensávamos que éramos) como também perdemos toda a nossa percepção de mundo. A separação é unicamente uma percepção. Teu mundo não é teu mundo…é simplesmente tua percepção. Ainda que pareça negativo creio que seja mais útil falar do despertar espiritual pela perspectiva daquilo que perdemos, isso significa que falamos da dissolução da imagem que temos de nós mesmos e esse desmantelamento daquilo que acreditávamos ser nós mesmos é muito impactante para aquele que desperta.
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Pessoas espirituais – Adyashanti

Pessoas espirituais podem ser as pessoas mais violentas que você pode conhecer. Em sua maioria, são violentos consigo mesmos. Com violência tanta controlar suas mentes, emoções e seus corpos. Eles se tornam aborrecidos com eles mesmos e se diminuem por não alcançarem uma ideia condicionada que acreditam ser a iluminação. Ninguém nunca se tornou livre através da violência. Por que tão poucas pessoas são realmente livres? Porque tentam ficar em harmonia com ideias, conceitos e crenças em suas cabeças. Eles se empenham em alcançar o caminho do paraíso. Mas liberdade é sobre um estado natural, é somente ser de uma forma espontânea e inconsciente. Se você quer encontrar isso perceba que a ideia de que alguém está no controle é um conceito criado pela mente. Dê um passo para trás na direção do desconhecido.
Adyashanti

Mais uma dele:

Iluminação é um processo destrutivo. Não tem nada a ver com se tornar uma pessoa melhor ou mais feliz. Iluminação é o esfarelamento do que se pensava ser a verdade. É enxergar através da fachada do fingimento. É a completa erradicação de tudo que pensávamos ser a verdade.