A PRÁTICA DA OBSERVAÇÃO SEM ESCOLHAS DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES

A PRÁTICA DA OBSERVAÇÃO SEM ESCOLHAS DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES

1. Uma mente torturada, frustrada, moldada pelo que a rodeia, que se conforma à moral social estabelecida é, em si própria, confusa; e uma mente confusa não pode descobrir o que é a Verdade. Para a mente descobrir esse estranho mistério — se tal coisa existe — ela precisa de construir as bases de uma conduta moral, o que não tem nada a ver com a moralidade social, uma conduta sem medos e, portanto, livre. Só então — depois de lançada esta base profunda — a mente poderá prosseguir no sentido de descobrir o que é meditação, essa qualidade de silêncio, de observação, no qual o “observador” não existe. Se esta base de conduta correta não está presente na existência de cada um, na sua ação, então a meditação tem muito pouco significado.(1)

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Mindfulness sem compaixão e sabedoria pode não resolver nada

Enquanto uma técnica secularizada enxuta – o que alguns críticos estão chamando de “McMindfulness” – pode torná-la mais palatável ao mundo corporativo, a descontextualização de sua finalidade libertadora e transformadora original, bem como sua fundação na ética social, equivale a uma barganha faustiana. Em vez de aplicar ‘mindfulness’ como um meio de despertar as pessoas e as organizações em relação às raízes prejudiciais da ganância, má vontade e ilusão, ela tem sido comumente remodelada numa técnica banal e terapêutica de autoajuda que pode, na verdade, reforçar aquelas raízes.

mais: http://nalanda.org.br/temas-contemporaneos/alem-da-mcmindfulness

No entanto, a prática da mindfulness por si só é suficiente? É um pouco otimista demais acreditar que a mindfulness transformará você automaticamente em uma pessoa mais compassiva.

Uma mente calma e clara não é em si garantia para um comportamento ético. É possível que existam atiradores e psicopatas capazes de ter uma atenção plena, mantendo uma mente calma e estável. Mas não é possível que existam atiradores e psicopatas compassivos.

mais: http://www.huffpostbrasil.com/matthieu-ricard/a-revolucao-mindfulness-deve-andar-junto-com-a-revolucao-altrui_a_21679764/

 

No budismo, não existe apenas o conceito de atenção plena, mas também de atenção plena correta, ou seja, parte de uma prática para realmente lidar profundamente com a questão do sofrimento. A atenção plena está inserida num amplo contexto espiritual e moral, associada a conceitos como compaixão e sabedoria. Para se viver melhor, não basta prestar atenção; existe um caminho que envolve aquilo que se diz, o que se faz e até como se pensa.

mais: https://vidaboa.net/2017/04/09/as-limitacoes-do-mindfulness-ocidental/

 

Use Qualquer Oportunidade Para Estar Alerta

Use Qualquer Oportunidade Para Estar Alerta

“Um mestre Zen vai jogá-lo pela janela e gritar por trás: ‘Esteja consciente!’ Você foi jogado fora, você está no meio, você está passando através da janela – e ele grita: ‘Esteja consciente!’ Você caiu no chão; seu rosto deve mudar – agora a situação é bem diferente. Você tinha vindo perguntar alguma questão metafísica, e ele fez algo absolutamente não metafísico – ele o jogou janela afora. Você estava perguntando se a verdade existe ou não.

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Atitudes na observação da meditação

Atitude

No último século, a ciência e a física ocidental fizeram uma descoberta surpreendente. Participamos do mundo que vemos. O próprio processo de observação muda as coisas que observamos. É o caso do elétron, por exemplo, item extremamente pequeno. Ele não pode ser visto sem instrumentos e o equipamento usado determina o que o observador verá. Se o olharmos de uma maneira ele aparecerá como partícula, uma bolinha rígida que salta em belas linhas retas. Visto de outra forma, ele aparece como onda, não contendo nada de sólido. Ele brilha e saltita por toda parte. Um elétron é muito mais um evento do que uma coisa. E o observador participa desse evento através da própria observação. Não há como evitar essa interação. A ciência oriental reconheceu esse princípio básico já há muito tempo. A mente é uma série de eventos, e o observador participa desses eventos cada vez que olha para seu interior. A meditação é uma observação participativa O que você está olhando reage ao processo do olhar. O que você está vendo é você mesmo, e o que você vê depende de como estiver olhando. Portanto, o processo de meditação é extremamente delicado e o resultado depende absolutamente do estado mental do meditante.

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Mindfulness, ansiedade, depressão, vícios e cura.

Mindfulness (atenção plena) é uma prática poderosa para enfrentar a depressão, ansiedade e vícios, e levar a cura.

Atenção Plena (mindfulness) é prestar atenção aos seus pensamentos, sentimentos e ações enquanto se abstém de julgar o que for. Com ansiedade e depressão, esses sentimentos costumam ser de medo e tristeza. Esses sentimentos causam sofrimento. Os vícios de todo o tipo são formas de encontrar algum prazer apesar da dor. Vícios prazerosos normalmente levam a mais dor, ansiedade, depressão e outros problemas.

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Textos sobre atenção plena – mindfulness por Osho

Os textos selecionados de Osho sobre atenção plenamindfulness, tem uma amostra e o link logo abaixo, são todos ótimos textos:

A atenção faz a diferença

“ Osho responde a Dilip, que está em Puna a serviço do exército do Nepal e lhe mostra como usar a disciplina da vida militar como meditação.

OSHO: O ponto fundamental não é a técnica de meditação. O ponto fundamental é praticá-la com consciência. Qualquer método será de grande ajuda se for praticado com atenção. A questão real é a atenção; a técnica de meditação é apenas uma desculpa para ela.

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Sentar em meditação por horas sem fim não é necessário

Sentar em meditação por horas sem fim não é necessário. Algumas pessoas pensam mais tempo sentado, mais sábio fica. Tenho visto galinhas sentadas em seus ninhos por dias sem fim. Sabedoria surge em ser “mindful” (com atenção plena) em todas as posturas. Sua prática deveria começar assim que acordar pela manhã, e continuar até que vá dormir. O que é importante é sempre manter a atenção, seja no trabalho, sentado em meditação ou no banheiro.

Cada pessoa tem seu ritmo natural. Alguns de você morrerão aos 50, alguns aos 90, cada um terá uma prática diferente. Não se preocupe sobre isso. Tente ser “mindful” e deixe que as coisas sejam como são.

Então sua mente se tornará cada vez mais quieta em qualquer ambiente; clara como uma piscina no meio da floresta. E então vários tipo de animais raros e maravilhosos virão beber da água dessa piscina. Você verá claramente a natureza das coisas do mundo, verá muitas coisas estranhas e maravilhosas surgir e cessar. Mas você continuará quieto. Essa é a felicidade do Buda.

“Natural Freedom of the Heart: The Teachings of Ajahn Chah” por Jack Kornfield