A Grande Obra – Como Identificar E O Que Fazer Com O Orgulho, A Inveja, A Raiva E A Culpa

A GRANDE OBRA é uma abordagem diferente sobre a interferência negativa que algumas emoções podem ter no comportamento e nas relações interpessoais, a ponto de destruir sonhos e projetos de vida. Busca contribuir para que as pessoas identifiquem essas emoções em si mesmas e transformem-nas em sentimentos, primeiro passo para seu manejo e direcionamento.

Não pretende ser um livro de autoajuda, mas sim de divulgação de informações que auxiliem na difícil tarefa do desenvolvimento pessoal contínuo.

O que se propõe é a realização de uma espécie de alquimia interior para o manejo dessas quatro emoções – “A Grande Obra”, a propósito, é uma das denominações dadas à alquimia.

Escrito por um psiquiatra de reconhecida visão pluralista e integradora das neurociências, em linguagem acessível e ilustrado com relatos de caso inspirados em histórias reais, sua leitura permitirá novos olhares sobre esses quatro sentimentos após um mergulho interno, profundo e absolutamente necessário a todos.

Um dos locais de venda: Saraiva

Ferramentas de transformação do livro Alegre Sabedoria de Yongey Mingyur Rinpoche

“Passo Quatro: Atenção à Experiência Física

Se está lendo este livro, é provável que você viva em um corpo físico. Em algum nível, tendemos a considerar o corpo como uma limitação. Não seria bom se pudéssemos apenas flutuar livremente, sem as limitações das necessidades e demandas físicas, sem as exigências da ignorância, desejo ou aversão? Mas a nossa condição de possuir um corpo físico é uma bênção disfarçada, um solo fértil através do qual podemos descobrir as possibilidades da consciência plena.

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Livro Alegre sabedoria – indicação de leitura para pessoas com ansiedade

Ansiedade e medo são uma constante na vida de muitos, na minha experiência em particular sempre foi, hoje com a busca que venho fazendo, com as leituras e aplicação do que aprendo o caminho ficou mais leve. Uma indicação que posso fazer é desse livro que estou lendo agora. Muito útil para pessoas ansiosas e com medos. Nos próximos posts vou colocar uns trechos dele.

“Seu novo livro, Alegre Sabedoria, aborda a questão atual e atemporal da ansiedade presente em nossa vida diária. Da perspectiva budista de mais de 2 500 anos, Yongey Mingyur escreve: “cada capítulo na história da humanidade poderia ser descrito como “era da ansiedade”, pois a ansiedade que hoje sentimos tem sido parte da condição humana há séculos. Então, o que fazer? Fugir ou desistir? Ambas as alternativas inevitavelmente nos trazem mais complicações e problemas.. “O budismo”, diz ele, “oferece uma terceira opção. Podemos olhar diretamente para as emoções perturbadoras, ou para qualquer uma das dificuldades que enfrentamos, e encará-las como trampolins para a liberdade. Em vez de rejeitá-las ou de nos rendermos a elas , podemos absorvê-las, utilizando-as para, por seu intermédio, atingirmos a vivência autêntica e duradoura da sabedoria, confiança, clareza e alegria que nos são inerentes.”

fonte: https://www.lucidaletra.com.br/products/alegre-sabedoria-abracando-mudancas-e-encontrando-liberdade

O Efeito Sombra – Livro – A plenitude está próxima, não longe

A plenitude está próxima, não longe O Efeito Sombra – Livro

Há um mapa da consciência humana que é tido como verdadeiro em todas as tradições. Nesse mapa, um Deus eterno tem o papel de fonte da criação. Mesmo quando a palavra “Deus” não é usada, como acontece no budismo, há um estado sem divisão; ele é um todo; contém tudo de visível e invisível. O estado indivisível de Ser, então, divide a si mesmo entre os aspectos visíveis e invisíveis da criação.

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Livros para aprender meditação

Uma seleção de livros para aprender meditação, mindfulness com os melhores mestres nesse assunto com técnicas milenares.

Sorria para o medo por Chögyam Trungpa

Muitos de nós, sem sequer percebermos, somos dominados pelo medo. Podemos ter consciência de alguns de nossos medos — talvez tenhamos medo de falar em público, de passar por dificuldades financeiras, ou de perder o ser amado. Mas neste livro o mestre de meditação Chögyam Trungpa mostra-nos que a maioria de nós sofre com um tipo de medo muito mais generalizado: o medo de nós mesmos. Temos vergonha ou receio de olhar para nossos sentimentos ou reconhecer nossos padrões de pensamento e de comportamento não queremos encarar a realidade de nossa experiência cotidiana. É esse medo que nos mantém presos a ciclos de sofrimento, desespero e dor. Chögyam Trungpa oferece-nos uma perspectiva de ir além do medo para descobrir a coragem, a confiança e o prazer de viver inatos que estão no âmago de nosso ser. Com base na tradição de Shambhala e nos ensinamentos budistas, ele explica como cada um de nós pode tornar-se um guerreiro espiritual: uma pessoa que enfrenta cada momento da vida com abertura e destemor. “A definição básica de coragem é não ter medo de quem você é” afirma Chögyam Trungpa.

A Alegria de Viver – Yongey Mingyur Rinpoche

Durante milênios, os budistas tiveram o prazer e o privilégio dos benefícios ilimitados da meditação. Mas como isso funciona? E por quê?Os princípios dessa antiga prática estiveram por muito tempo fora do alcance da ciência moderna. Até agora.Nesta obra revolucionária, o mestre budista de renome internacional Yongey Mingyur Rinpoche convida você a desvendar os segredos da prática da meditação.Trabalhando com neurocientistas no Waisman Laboratory for Brain Imaging and Behavior, Yongey Mingyur oferece uma clara visão das modernas pesquisas que indicam que treinar de forma sistemática a meditação pode aumentar a atividade em áreas do cérebro associadas à felicidade e à compaixão. Rinpoche também trabalhou com físicos nos Estados Unidos para desenvolver uma abordagem inovadora e cientificamente embasada do conhecimento budista sobre a natureza da realidade.

Thich Nhat Hanh no livro PARA VIVER EM PAZ

Thich Nhat Hanh no livro PARA VIVER EM PAZ – O milagre da mente alerta, mostra vários exercícios de atenção plena ou mindfulness que podem ser aplicados no dia-a-dia de todos. Comer com atenção, andar com atenção, lavar a loução com atenção plena, qualquer atividade por mais simples que pareça pode ser feita com a mente alerta tornando tudo mais fácil e proveitoso, evitando aborrecimentos e pensamentos repetitivos que sempre insistem em aparecer numa mente ansiosa ou entediada.

No coração da vida: Sabedoria e compaixão para o cotidiano

No coração da vida: Sabedoria e compaixão para o cotidiano por Jetsunma Tenzin Palmo

Este não é um livro sobre práticas esotéricas ou métodos avançados de meditação. O conteúdo deste livro refere-se a praticantes comuns preocupados em traduzir as instruções do Dharma para uma experiência de vida em andamento.
Nossa mente, com seu fluxo incessante de pensamentos, memórias, opiniões, esperanças e medos, é nossa companhia constante, da qual não conseguimos escapar nem mesmo em sonhos. Assim, faz sentido cultivar para nossa jornada uma companhia de viagem que valha a pena.

10% mais feliz

10% mais feliz: Como aprendi a silenciar a mente, reduzi o estresse e encontrei o caminho para a felicidade – Uma história real por Dan Harris

PRIMEIRO LUGAR NA LISTA DO THE NEW YORK TIMES

“Este é o melhor livro sobre meditação para os não iniciados, os céticos e os curiosos. Parte confessional, parte investigação jornalística, 10% mais feliz é 100% viciante.” — Daniel Goleman, autor de Inteligência emocional e Foco

Dan Harris era um jornalista promissor, que construía com garra sua carreira de apresentador na rede de televisão americana ABC News. Mas a obsessão pelo trabalho, a autocrítica exagerada e a extrema competitividade o levaram a um ponto sem volta: o dia em que teve um ataque de pânico ao vivo, na frente de milhões de telespectadores.

A partir dali, ficou claro que algo precisava mudar – e ele acabou embarcando numa inesperada odisseia através do mundo da espiritualidade. Apesar de declaradamente agnóstico, Dan precisou admitir que ficara intrigado com aquele universo.

Com certa relutância, ele descobriu que a fonte de seus problemas era justamente aquilo que considerava seu maior aliado: a voz incessante dentro de sua cabeça, que o impelia sempre a querer mais, fazer mais, se esforçar mais.

Todos nós temos essa voz. É ela que nos faz ter preocupações excessivas, julgar os outros, ruminar o passado e temer o futuro. É ela que nos torna tensos, ansiosos, irritados e frustrados.

Assim como a maioria das pessoas, Dan acreditava que era impossível controlar essa voz. Mas ele encontrou na meditação uma maneira eficaz de acalmar seus pensamentos, equilibrar suas emoções e se tornar uma pessoa melhor – sem perder a energia para lutar por aquilo que deseja.

Fugindo de clichês e sentimentalismos, ele divide com o leitor suas dúvidas, desconfianças e descobertas, narrando de forma hilária os inusitados passos dessa jornada: de entrevistas duras com Eckhart Tolle, Dalai Lama e Deepak Chopra até um retiro de dez dias que fez ruir sua resistência.

Silêncio: O poder da calma em um mundo barulhento

Silêncio: O poder da calma em um mundo barulhento por Thich Nhat Hanh

“Este livro nos mostra como obter paz interior e estabelecer a conexão entre o indivíduo e a paz na Terra.” Dalai Lama

Nunca antes pudemos nos conectar uns com os outros com tanta prontidão, e jamais foi tão fácil nos perder de nós mesmos. Estamos sempre ocupados demais. Nutrimos expectativas irreais e acreditamos que sempre há alguma condição ainda não alcançada para a felicidade. De repente, um vazio; sentimos como se algo muito importante faltasse e desesperadamente ansiamos por uma mudança radical em nossa vida. Em tempos de constante ruído e distração, simplesmente parar e estar em silêncio é um ato revolucionário. Você deixa de lado a desunião consigo, o não ser quem é, e reencontra as maravilhas da vida.

Em Silêncio — o poder da quietude num mundo barulhento, o respeitado professor e monge zen-budista Thich Nhat Hanh nos surpreende mais uma vez com inestimáveis lições repletas de sua valiosa sabedoria. Manter a calma interior mesmo nas situações mais caóticas e viver uma vida satisfatória com a prática de mindfulness não requer longas horas de meditação. Sua proposta é esta: simplesmente pare e dê a si mesmo o presente de viver verdadeiramente, aqui e agora.

Ser feliz é um direito seu. Para exercê-lo, basta querer.

A Mente Serena

No livro A Mente Serena de Gyalwa Dokhampa você poderá ter contato com uma sabedoria muito rica e simples na forma como é transmitida e poderá começar a aquietar sua mente, com um pouco de esforço obviamente, mas começará a compreender como você funciona e como seu semelhante também funciona gerando assim maior bem estar e felicidade em sua vida.

Wu Wei: A arte de viver o TAO

Existe um aprendizado que nos faz compreender o que somos. Dessa compreensão surge uma maneira nova de agir – Wu Wei. Isso significa agir através da não-ação, deixando acontecer. É a capacidade, o leme da vida para a força que é a dimensão de nós mesmos.

Aprendendo a silenciar a mente

Aprendendo a silenciar a mente por Osho

Neste livro, você vai se encantar com o jeito leve e irreverente como Osho traduz conceitos espirituais e com sua capacidade de contar histórias. E descobrirá que, ao trocar as palavras pelo silêncio, você verá a vida com maior clareza e criatividade e tornará seu dia a dia mais intenso e cheio de alegria.

Meditação é sentar-se sem fazer nada – não usar seu corpo nem sua mente. É parar de pensar e deixar que a mente, sempre tagarela, silencie por conta própria. Sem esforço, de forma relaxada, fácil, como se fosse um jogo.

Normalmente, sua mente e seu corpo seguem rumos diferentes. O corpo caminha, enquanto a mente trilha caminhos além das estrelas. O objetivo da meditação Nadabrahma é fazer com que seu corpo e sua mente entrem em sintonia.

O PODER DO AGORA

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O PODER DO AGORA – ECKHART TOLLE: Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais, Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior. Este livro é um manual prático que nos ensina a tomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos.

DESPERTAR

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DESPERTAR – SAM HARRIS – Além de filósofo da moral e célebre ateísta, Sam Harris é um praticante entusiasmado de meditação, tendo viajado o mundo para estudar com diversos gurus. Neste livro, ele concilia os dois aspectos de sua vida e comprova como a meditação e a prática contemplativa não têm como pré-requisito qualquer tipo de crença “mística” ou “espiritual”; pelo contrário, para ele a meditação provaria que esses conceitos não existem. Harris se vale de seu próprio envolvimento com a prática e de aspectos da neurociência e da filosofia para provar seu argumento.Em suma, um olhar detido sobre como funciona a meditação e como ela pode aliviar o stress, aproximar as pessoas e nos ajudar em batalhas cotidianas.

ATENÇÃO PLENA – MINDFULNESS

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ATENÇÃO PLENA – MINDFULNESS – COMO ENCONTRAR A PAZ EM UM MUNDO FRENÉTICO:

Deseja uma vida mais plena e feliz? Recomendo que pratique o método que vai encontrar neste livro. Os autores apresentam técnicas cientificamente fundamentadas que você pode usar para atravessar os períodos de crise ou para enfrentar os desafios do dia a dia.” – Daniel Goleman, autor de Foco e Inteligência emocional. Com 200 mil exemplares vendidos, este livro e o cd de meditações que o acompanha apresentam uma série de práticas simples para expandir sua consciência e quebrar o ciclo de ansiedade, estresse, infelicidade e exaustão.

Recomendado pelo Instituto Nacional de Excelência Clínica do Reino Unido, este método ajuda a trazer alegria e tranquilidade para sua vida, permitindo que você enfrente seus desafios com uma coragem renovada.

O Cérebro de Buda

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O Cérebro de Buda – Com explicações claras acerca da estrutura e do funcionamento do cérebro, os autores de O cérebro de Buda demonstram que é possível condicionar a mente para obter mais felicidade e sabedoria no dia a dia através de práticas meditativas simples e rápidas.

Sempre fundamentado em estudos científicos, o livro mostra como modificar e treinar o fluxo de pensamentos para ativar respostas positivas, com calma e compaixão, em vez de reações negativas, cheias de raiva e angústia.
Indicado a quem busca bem-estar e paz de espírito, O cérebro de Buda é leitura essencial para compreender melhor o cérebro, mudar a mente e transformar a vida.

Livro gratuito: As Quatro Nobres Verdades – Ajahn Sumedho

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Este livro foi compilado e editado a partir de palestras proferidas pelo Venerável Ajahn Sumedho acerca do ensinamento central do Buddha – que a infelicidade humana pode ser transcendida através do caminho espiritual.

A primeira exposição das Quatro Nobres Verdades foi apresentada pelo Buddha, em 528 a.C., no Parque dos Veados em Sarnath, perto de Varanasi. Esta consistiu num sutra – discurso – denominado Dhammacakkappavattana Sutta – que literalmente significa ‘o discurso que coloca em movimento o veículo do ensinamento’. Excertos deste sutra são citados no início de cada capítulo, descrevendo as Quatro Nobres Verdades. A referência citada corresponde à secção dos livros das escrituras onde este discurso pode ser encontrado. No entanto, nas escrituras, o tema das Quatro Nobres Verdades surge bastantes mais vezes, como por exemplo na citação que aparece no início da Introdução.
Para baixar esse livro sobre meditação e outros do assunto acesse esse link: http://www.amaravati.org/languages/portuguese/

Livro grátis sobre atenção plena, Plena Atenção O Caminho da Imortalidade, do mestre Ajahn Sumedho

plena atenção Ajahn Sumedho

Nesse livro grátis sobre atenção plena, Plena Atenção O Caminho da Imortalidade, o mestre Ajahn Sumedho explica de forma muito simples a força da atenção plena que nada mais é do que simplesmente prestar atenção ao momento presente sem julgamentos, comparações e outras dessas coisas doidas que nossa mente está habituada a fazer.

Atenção Plena na vida, nos nossos atos, sentimentos, emoções e pensamentos é uma forma muito poderosa de melhorar nossa qualidade de vida e aprender profundamente sobre nós mesmos.

Acesse o link e baixe o livro sobre atenção plena em pdf

 

Uma Pedrinha para seu Bolso

“Uma Pedrinha para seu Bolso” é um livro para o público infantil e adolescente onde Thich Nhat Hanh conta várias histórias e explica de maneira simples vários conceitos e práticas budistas.

K

Qualquer livro de Jiddu krishnamurti: http://www.jiddu-krishnamurti.net/pt

mooji

Qualquer texto ou vídeo de Mooji nos seus Satsang: http://advaita.com.br/mooji/ensinamentos/

Vídeos  de Mooji em português https://www.youtube.com/channel/UCUIptpwO_ZnSgZ2bLhu5Rcg

https://www.youtube.com/channel/UC2a3emtwr1K47Ve6zEv4sgg

Meditações guiadas em áudio: http://www.sociedadebudistadobrasil.org/sala-de-estudos/meditacoes-guiadas/

O caminho do bodisatva – Shantideva (livro)

Depois de uma vez mais enaltecer as vantagens da solidão, Shāntideva começa a considerar dois tópicos que formam o ponto alto de seu ensinamento e que são a essência do caminho do bodisatva: a meditação na igualdade do “eu” e do “outro” e a meditação em se colocar no lugar do outro. Aqui o assunto se torna complexo, já que depende da profunda doutrina da vacuidade. Pois rapidamente torna-se claro que, no caminho do bodisatva, a compaixão não é compreendida apenas como empatia pelo sofrimento dos seres, ou até mesmo uma determinação de fazer algo a respeito desse sofrimento em termos práticos, por mais admirável que essa tarefa possa ser.

No budismo Mahāyāna, a compaixão envolve, por meio da aplicação da sabedoria, o transcender da noção do próprio ego e a compreensão de que, em uma análise final, a barreira existencial que separa o “eu” do “outro” é totalmente irreal, uma simples construção mental. Uma vez que essa barreira tenha sido cruzada e que os bodisatvas compreendam a irrealidade da distinção entre “eu” e “outro”, o sofrimento dos outros torna-se para eles tão real quanto o seu próprio. Na verdade, o sofrimento do outro é o sofrimento do bodisatva, e o desejo de liberá-los, tanto temporariamente quanto definitivamente, torna-se o impulso principal do bodisatva. Essas ideias serão pouco familiares e talvez desconcertantes para muitos leitores, e o significado do texto não é sempre fácil de compreender. Por essa razão, um excerto substancial do comentário tibetano de Kunzang Pelden é oferecido no Apêndice 2, no final do livro. Aqui é suficiente enfatizar que os ensinamentos budistas sobre a compaixão são fundamentados na sabedoria da vacuidade. É daí que eles derivam seu significado e força propulsora, sua validade e ao mesmo tempo sua possibilidade prática.

Aqueles que desejam rapidamente
Servir de refúgio para si próprios e para os outros seres
Devem trocar os termos “eu” e “outro”,
E assim abraçar um mistério sagrado. (8.120)

Essa inversão, possivelmente até o nível em que a dualidade do “eu” e do “outro” tenha sido transcendida, é o ápice da prática do bodisatva e leva-nos à essência da sabedoria budista. É desse ponto que todos os ensinamentos de O Caminho do bodisatva extraem seu significado e onde encontram sua completude. Tudo está condensado em uma única estrofe que Shāntideva proclama com a determinação de um princípio cósmico:

Toda a alegria que o mundo contém
Vem de querer felicidade para os outros.
Todo o sofrimento que o mundo contém
Vem de querer felicidade para si mesmo. (8.129)

Livro maravilhoso! Um tanto complicado para entender alguns conceitos, ao menos na minha experiência. Bom seria que leituras preliminares sobre alguns conceitos básicos fosse feita antes de ler. Um site que tem ajudado para consultas é esse: http://studybuddhism.com/pt/budismo-tibetano/sobre-o-budismo

Homem de conhecimento segundo um índio Yaqui de Sonora

Sábado, 08 de abril de 1962

Em nossas conversas, Dom Juan sempre usava a expressão “homem de conhecimento” ou referia-se a ela, mas nunca explicava o que queria dizer com isso. Perguntei-lhe a respeito.
– Um homem de conhecimento é aquele que seguiu honestamente as dificuldades da aprendizagem – disse ele. – Um homem que, sem se precipitar nem hesitar, foi tão longe quanto pode para desvendar os segredos do poder e da sabedoria.
– Qualquer pessoa pode ser homem de conhecimento?
– Não; não qualquer pessoa.
– Então o que é preciso fazer para se tornar um homem de conhecimento?
– O homem tem de desafiar e vencer seus quatro inimigos naturais.
– Ele será um homem de conhecimento depois de vencer esses quatro inimigos?
– Sim. Um homem pode chamar-se um homem de conhecimento somente se for capaz de vencer os quatro.
– Então, qualquer pessoa que conseguir vencer inimigos pode ser um homem de conhecimento?
– Qualquer pessoa que os vencer torna-se um homem de conhecimento.
– Mas há algum requisito especial que o homem tenha de atender antes de lutar contra esses inimigos?
– Não. Qualquer pessoa pode tentar torna-se um homem de conhecimento; muito poucos homens o conseguem, realmente, mas isso é natural. Os inimigos que um indivíduo encontra no caminho do saber para tornar-se um homem de conhecimento são realmente formidáveis; a maioria dos homens sucumbe a eles.
– Que tipos de inimigos são, Dom Juan?

Recusou-se a falar sobre os inimigos. Disse que se passaria muito tempo até que o assunto fizesse sentido para mim. Procurei manter a conversa e perguntei-lhe se ele achava que eu poderia tornar-me um homem de conhecimento. Respondeu que ninguém poderia dizer isso ao certo. Mas eu insisti para saber se havia algum indício que ele pudesse usar para saber se eu tinha ou não possibilidade de me tornar um homem de conhecimento. Falou que dependia da minha luta contra os quatro inimigos – se eu conseguiria derrotá-los ou ser derrotado por eles – , mas que era impossível prever o resultado dessa luta.
Perguntei-lhe se ele podia usar feitiços ou adivinhação para ver o resultado da luta. Declarou claramente que os resultados da luta não poderiam ser previstos por meio algum, porque tornar-se um homem de conhecimento era uma coisa temporária. Quando pedi que ele explicasse isso, respondeu:
– Ser um homem de conhecimento não tem permanência. Nunca se é um homem de conhecimento, não de verdade. Ou antes, a pessoa se torna um homem de conhecimento por um instante muito breve, depois de derrotar os quatro inimigos naturais.
– Você tem de me dizer, Dom Juan, que tipo de inimigos são esses.
Não respondeu. Tornei a insistir, mas ele mudou de assunto e começou a falar sobre outra coisa.

Domingo, 15 de abril de 1962

Quando eu estava me preparando para partir, tornei a lhe perguntar acerca dos inimigos do homem de conhecimento. Argumentei que ia passar algum tempo sem voltar, e que seria uma boa idéia escrever as coisas que ele tivesse a dizer e pensar a respeito enquanto estivesse fora. Hesitou um pouco, mas depois começou a falar:
– Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem.

“Devagar, ele começa a aprender … a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se um campo de batalha.”

“E assim, ele se depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rodando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca”.
– O que acontece com o homem se ele fugir com o medo?
– Nada lhe acontece, a não ser que nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento. Talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo; de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto fim a seus desejos.
– E o que pode ele fazer para vencer o medo?
– A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais um tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.
– Isso acontece de uma vez, Dom Juan, ou aos poucos?
– Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.
– Mas o homem não terá medo outra vez, se lhe acontecer alguma coisa nova?
– Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque em vez do medo, ele adquiriu a clareza… uma clareza de espírito que apaga o medo. Então, o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada se lhe oculta.

“E assim ele encontra seu segundo inimigo: a clareza! Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega.

“Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; e não pára diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz-de-conta, terá sucumbido a seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa mais”.
– O que acontece com um homem que é derrotado assim, Dom Juan? Ele morre por isso?
– Não, não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disso, o homem pode tornar-se um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo. Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará nada.
– Mas o que tem de fazer para não ser vencido?
Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante da vista. Será o verdadeiro poder.

“Ele saberá a essa altura que o poder que vem buscando há tanto tempo, é seu por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Seu aliado está às suas ordens. Seu desejo é ordem. Vê tudo o que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo: o poder!

“O poder é o mais forte de todos os inimigos. E naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor.

“Um homem nesse estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso.”
– E ele perderá o poder?
– Não, ele nunca perderá sua clareza nem seu poder.
– Então o que distinguirá de um homem de conhecimento?
– Um homem que é derrotado pelo poder morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desses não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como usar seu poder.
– A derrota por algum desses inimigos é um derrota final?
– Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem, não há nada que ele possa fazer.
– Será possível, por exemplo, que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende?
– Não. Uma vez que o homem cede, está liquidado.
– Mas e se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?
– Isso significa que a batalha continua. Isso significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.
– Mas então, Dom Juan, é possível a um homem se entregar ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo.
– Não, isso não é verdade. Se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.
– E como o homem pode vencer seu terceiro inimigo, Dom Juan?
– Também tem de desafiá-lo, propositalmente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo está controlado. Então saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo.
“O homem está, então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber encontrará seu último inimigo: a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotar completamente, mas apenas afastar.

“É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espírito… um momento em que todo o seu poder está controlado, mas também o momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar. Se ele ceder completamente seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda a sua clareza, seu poder e sabedoria.

“Mas se o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra o seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente.”

Don Juan Em A Erva do Diabo de Carlos Castaneda