Mooji – A Pergunta Que Destrói Todas as Perguntas

Mooji fala sobre o observador e o que é observado

Krishnamurti diz:

Você, o observador, está observando o fato que você chama de ser solitário. O observador é diferente da coisa que ele observa? Só é diferente enquanto ele lhe dá um nome; mas se você não dá um nome, o observador é o observado. O nome, o termo só atua para dividir. E aí você tem que batalhar com aquela coisa. Mas se não há divisão, se há integração entre o observador e o observado, o que só existe quando não há nomear – você pode tentar e verá – então a sensação de medo passa inteiramente. É o medo que lhe impede de olhar quando você diz, você é vazio, você é isso, você é aquilo, você está desesperado. E o medo existe apenas como memória, que vem quando você nomeia; mas quando você é capaz de olhar uma coisa sem nomear, então, certamente, essa coisa é você mesmo. Então você chegou a esse ponto, quando você não está mais nomeando a coisa da qual você tem medo, então você é a coisa. Quando você é a coisa, não há problema, há? É apenas quando você quando você não quer ser aquela coisa, ou quando você se esforça para coisa ser diferente do que é, que o problema surge. Mas se você é a coisa, então o observador é o observado, eles são um fenômeno só, não separados; então não há problema, há? Por favor experimente isso, e você verá o quão rápido a coisa é resolvida e ultrapassada, então outra coisa toma lugar. Nossa dificuldade é chegar a esse ponto, onde podemos olhar para isso sem medo; e o medo surge apenas quando começamos a reconhecer isso, quando começamos a dar um nome, quando queremos fazer algo sobre isso. Mas, quando o observador vê que ele não é diferente da coisa a qual chama vazio, desespero, então a palavra não tem mais significado. A palavra deixou de ser, não está mais em desespero. Quando a palavra é removida, com todas as suas implicações, então não há senso de medo ou desespero. Então, se você seguir adiante, quando não há medo, desespero, quando a palavra não é mais importante, então, certamente, há uma tremenda liberação, uma liberdade; e nessa liberdade há ser criativo, que dá frescor a vida. Para colocar isso em outras palavras: Nós abordamos esse problema do desespero através de canais habituais. Isso é, nós trazemos nossas memórias passadas para traduzir aquele problema; e o pensamento, que é o resultado da memória, que é erguida em cima do passado, nunca pode solucionar aquele problema, porque é um problema novo. Todo problema é um problema novo; e quando você o aborda, sobrecarregado com o passado, ele não pode ser resolvido. Você não pode abordá-lo através de uma tela de palavras, que é o processo do pensamento; mas quando a verbalização cessa – porque você entendeu todo o seu processo, você a deixa – , então você está apto a ver o problema de modo novo; então o problema não é o que você imagina que ele é. Então, você pode dizer no final desta questão, “O que posso fazer? Aqui estou eu em desespero, em confusão, em sofrimento; você não me deu um método para seguir, para me tornar livre.” Mas, certamente, se você entendeu o que eu disse, a chave está aí: uma chave que abre muito mais do que você imagina, se você é capaz de usá-la.

The Collected Works, Vol. V Ojai 4th Public Talk 24th July 1949

Mais leituras:

http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2013/09/observando-o-eu-o-observador.html

http://www.krishnamurti.org.br/index.php/pensador-observador-e-pensamento-coisa-observada/

 

Como um leão, pela liberdade – sobre realmente observar a si mesmo

Vídeo de Mooji com legenda, é só acionar se ela não começar automaticamente. De qualquer forma peguei a transcrição e copiei abaixo.
Ruja SIM! Como um leão, pela liberdade
Este é um “sim” que deve surgir.
Diga “sim” a você mesmo, “sim” à sua vida – sim à verdadeira vida.
Você pode sentir algumas reações no corpo; ele começa a fazer “oh-oh”,
mas isso continua sendo apenas uma reação.
Não tente controlar isso.
Use isso como uma oportunidade única
para realmente observar a si mesmo.
Essa reação não é você.
Talvez ela venha do condicionamento
ou do medo de ficar isolado…
Talvez haja um medo de que “se eu me libertar totalmente da minha mente, vou enlouquecer…”
“vou deixar de ser atraente…”
“talvez eu não consiga continuar tendo um emprego…”
Nós temos medos muito básicos
e eles te mantêm “no lugar”.
Assim, você acaba vivendo com uma ovelha,
onde quer que você vá: “bééé!”
Mas pelo menos, você se sente parte de algo.
Você tem medo de rugir,
porque um leão não precisa de companhia.
Uma ovelha precisa de companhia.
Então, o medo vem…
“Eu não sei o que há adiante!”
Mas mesmo agora você não sabe o que há!
Você está apenas aceitando um consolo de sua imaginação.
Então, quando você diz “sim” à sua própria verdade,
às vezes você deve se preparar para alguma turbulência
por um breve período,
porque todas as suas emoções
reprimidas, oprimidas, começam a vir à tona
e a reação é correr de volta para o que parece seguro.
Então eu o encorajo a ficar quieto,
observar.
O Ser está apenas pondo para fora
algumas coisas velhas.
A sensação não é boa, não é?
Você vai se sentir perdido,
tudo bem.
Experimente como é se sentir completamente perdido.
Você vai se sentir impotente,
mas esse desamparo não é ruim.
Sinta-o por um momento.
Por quê? Porque você está experimentando uma mudança de poder:
do poder da ovelha, ou melhor, da ausência de poder,
para o poder do coração, o poder do leão.
Então, por um momento, você está em terra de ninguém,
e a mente está com medo,
ou parece estar – não entre em pânico.
Ou, se o pânico ocorrer, não se identifique com ele.
É como se por um momento você existisse somente através de seus olhos,
e não através de sua mente. Apenas observe.
Fique quieto, deixe essa explosão passar.
Nem sempre acontece assim,
mas não tenha medo, isso clareia.
Um frescor está presente
e você não consegue falar nada sobre ele…
Ele é repleto de alegria,
de paz.
Você não perdeu nada precioso.
Muitas pessoas chegam nesse ponto,
mas voltam correndo.
Elas pensam: “Oh, não, não deveria ser assim, sinto-me totalmente perdido…”
Você se sente perdido porque está encontrando a si mesmo.
Esse é um “sim” que deve surgir. Diga “sim” a você mesmo,
um “sim” à verdadeira vida –
não à vida de ovelha.
Às vezes está bem ser ovelha por alguns minutos,
pois você se movem com as pessoas, forma filas, tudo bem.
A vida é assim.
Por dentro, você não é uma ovelha.
Às vezes você deve parecer uma ovelha por fora,
e, por dentro, você não é nem mesmo um leão.
Vazio…
Esse é um “sim” que deve surgir.
Um “sim” a você mesmo, um “sim” à verdadeira vida.

Você respeita demais a sua mente – Mooji

Um vídeo para ver todos os dias 😉

“Não há nada que você precisa fazer para ser o que é, mas tem algo que você precisa reconhecer para deixar de ser o que você não é.

A Pura Consciência não tem forma, mas a mente está sempre em busca de uma forma.

Permita mover-se aquilo que se move – você é a testemunha do movimento.

Você não pode ser um objeto (tal como um pensamento ou qualquer fenômeno), porque nenhum objeto tem consciência de si mesmo.

Todo problema é que você respeita demais a sua mente. Mas você NÃO É a mente; você é a testemunha da mente. E nada testemunha você. A mente é um bom servo mas um terrível mestre.”