Meditação Vipassana no entendimento de Osho

Vipassana

O sistema de Buda era o vipassana. Vipassana significa ser testemunha e ele descobriu um dos melhores métodos, o método de observar sua respiração… simplesmente, observar sua respiração.

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A PRÁTICA DA OBSERVAÇÃO SEM ESCOLHAS DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES

A PRÁTICA DA OBSERVAÇÃO SEM ESCOLHAS DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES

1. Uma mente torturada, frustrada, moldada pelo que a rodeia, que se conforma à moral social estabelecida é, em si própria, confusa; e uma mente confusa não pode descobrir o que é a Verdade. Para a mente descobrir esse estranho mistério — se tal coisa existe — ela precisa de construir as bases de uma conduta moral, o que não tem nada a ver com a moralidade social, uma conduta sem medos e, portanto, livre. Só então — depois de lançada esta base profunda — a mente poderá prosseguir no sentido de descobrir o que é meditação, essa qualidade de silêncio, de observação, no qual o “observador” não existe. Se esta base de conduta correta não está presente na existência de cada um, na sua ação, então a meditação tem muito pouco significado.(1)

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Observe tudo que surgir

 “Não julgue, porque no momento em que começar a julgar você esquecerá de
observar. E isso acontece porque no momento em que começa a julgar — “Esse pensamento é bom” — justamente nesse espaço de tempo você não estará observando. Você começou a pensar, envolveu-se. Não conseguiu permanecer alheio, parado à margem da estrada, só observando o tráfego.

Não se torne um participante avaliando, julgando, condenando; nenhuma atitude deve ser tomada a respeito do que está se passando na sua mente. Você precisa observar os seus pensamentos como se fossem nuvens passando no céu. Você não faz julgamentos sobre as nuvens — essa nuvem negra é ruim e essa nuvem branca parece um sábio. Nuvens são nuvens, elas não são nem boas nem ruins.

O mesmo acontece com os pensamentos — são meras ondinhas passando na sua mente.

Observe-os sem julgá-los e você terá uma grande surpresa. Quando a sua observação se tornar constante, os pensamentos passarão a ficar cada vez mais esparsos. A proporção é exatamente a mesma; se você estiver com 50% da atenção na observação, então 50% dos seus pensamentos vão deixar de existir. Se estiver com 60% da atenção, então só restarão 40% dos pensamentos.

Quando você for 99% pura testemunha, só de vez em quando surgirá um pensamento solitário — 1 % passando na estrada, não haverá mais tráfego nenhum. Esse tráfego da hora do rush não existirá mais.

Quando você deixar de lado 100% dos julgamentos, passará a ser apenas uma testemunha; isso significa que você se tornou simplesmente um espelho — porque o espelho nunca faz nenhum julgamento. Uma mulher feia mira-se no espelho e ele não faz nenhum julgamento. Uma mulher bonita mira-se no espelho e não faz nenhuma diferença. Quando não há ninguém diante dele, o espelho tem a mesma pureza de quando há alguém sendo refletido em sua
superfície. Nem o reflexo o afeta nem o não-reflexo.

O testemunhar se torna um espelho. Essa é a maior conquista da meditação. Se consegui-la, você já estará na metade do caminho, pois trata-se da parte mais difícil. Agora você sabe o segredo, e o mesmo segredo tem simplesmente de ser aplicado em outros objetos.

Dos pensamentos você precisa passar para experiências mais sutis ligadas às
emoções, aos sentimentos, aos estados de espírito. Da mente para o coração, nas mesmas condições: nenhum julgamento, só testemunho. E, surpresa, a maioria das suas emoções, sentimentos e estados de espírito começarão a se dissipar. Agora, quando está sentindo tristeza, você está realmente triste, está tomado de tristeza.

Quando está com raiva, ela não é parcial.

Você fica cheio de raiva; cada fibra do seu ser vibra de raiva.

Observando o coração, a impressão que se tem é que agora nada mais pode possuir você. A tristeza vem e vai embora, você não fica triste; a felicidade vem e vai embora, você também não fica feliz. Seja o que for que se passe nas camadas mais profundas do coração, isso não afeta você.
Pela primeira vez você tem uma amostra do que seja maestria. Não é mais um escravo à mercê da vontade alheia; nenhuma emoção, nenhum sentimento, ninguém pode mais perturbá-lo com ninharias.”

Osho em Saúde Emocional

fonte http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2014/09/observe-osho.html

Como parar os pensamentos – Osho

Pensamento não pode ser interrompido. Não que não se consiga silenciar, mas não pode ser interrompido. Ele pára de sua própria vontade. Esta distinção tem de ser entendida, caso contrário você pode ficar louco perseguindo sua mente. Não-mente não surge por parar de pensar. Quando o pensamento não existe mais, não-mente é. O próprio esforço para parar criará mais ansiedade, criará conflitos, fará você dividir. Você estará em constante agitação interior. Isso não vai ajudar.

E mesmo se você conseguir pará-lo à força por alguns momentos, não é uma conquista de todo – porque aqueles poucos momentos será quase morto, não vai estar vivo. Você pode sentir uma espécie de quietude, mas não o silêncio, porque uma quietude forçada não é silêncio. Debaixo dela, no fundo do inconsciente, a mente reprimida continua trabalhando. Assim, não há maneira de parar a mente. Mas a mente pára – isso é certo. Ele pára de sua própria vontade.

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Como Osho observa a meditação

A Meditação é um processo muito simples: tudo o que você precisa encontrar é o botão certo. Os Upanishads chamam este botão certo de “observar”. Isto consiste em apenas observar o processo da sua mente, não fazer nada, pois nada precisa ser feito. Apenas seja um olhador, um observador olhando o tráfego da mente: pensamentos passando, desejos, memórias, sonhos, fantasias.

Simplesmente mantenha-se sereno, observando, sem julgamentos, sem condenações, não dizendo “isto é bom” nem “isto é ruim”, não pegue os seus conceitos morais porque se não você nunca vai ser capaz de meditar.

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Observação e auto-observação de acordo com Eckhart Tolle

Perceber sem nomear

As pessoas, em sua maioria, estão apenas superficialmente conscientes do mundo que as cerca, sobretudo quando estão familiarizadas com o ambiente em que se encontram. A voz na cabeça absorve a maior parte de sua atenção.

Há quem se sinta mais vivo quando viaja e conhece lugares desconhecidos ou outros países porque, nessas ocasiões, a percepção sensorial ocupa mais a sua consciência do que o pensamento. Esses indivíduos se tornam mais presentes.

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Mindfulness, ansiedade, depressão, vícios e cura.

Mindfulness (atenção plena) é uma prática poderosa para enfrentar a depressão, ansiedade e vícios, e levar a cura.

Atenção Plena (mindfulness) é prestar atenção aos seus pensamentos, sentimentos e ações enquanto se abstém de julgar o que for. Com ansiedade e depressão, esses sentimentos costumam ser de medo e tristeza. Esses sentimentos causam sofrimento. Os vícios de todo o tipo são formas de encontrar algum prazer apesar da dor. Vícios prazerosos normalmente levam a mais dor, ansiedade, depressão e outros problemas.

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