A mente e o medo – Jiddu Krishnamurti

Pergunta: O medo é uma qualidade distinta, identificável, da mente, ou é a própria mente? Pode ele ser eliminado pela mente, ou só pode chegar ao seu fim depois que a mente cessar de todo? O medo é sempre um mal que cumpre vencer, e nunca um bem disfarçado?

Krishnamurti: Tentemos juntos descobrir o que é o medo e se é possível erradicá-lo. Vamos descobrir a verdade contida nesta questão; mas, para a descobrirmos, cumpre-vos investigar os vossos próprios temores, para ver como surge o medo. Temos várias espécies de medo, não é verdade? O medo existe em diferentes níveis do nosso ser; há o medo do passado, o medo do futuro e o medo do presente, que é a verdadeira ânsia dos viventes. Ora, que é esse medo? Não é produto da mente, do pensamento? Penso no futuro, na velhice, na pobreza, na morte, e esse quadro me faz medo.

O pensamento “projeta” um quadro que provoca ansiedade na mente; o pensamento, pois, cria o seu próprio temor, não é verdade? Fiz algo insensato e não quero que se me chame a atenção para isso, quero evitá-lo, temo as conseqüências. Isso, também, é um processo de pensamento, não achais? Quero reconquistar a felicidade da juventude; ou, porventura, vi ontem algo na montanha banhada de sol, algo que se esvaeceu, e desejo tornar a experimentar aquela beleza; ou, quero ser amado, satisfazer-me, realizar algo, quero ser alguém; por esse motivo há ansiedade, temor.

O pensamento é desejo, reações causam temor, não é verdade? Temendo o amanhã, temendo a morte e o desconhecido,
começamos a inventar teorias, — que renasceremos, que nos tornaremos perfeitos pela evolução, e nestas teorias a mente vai buscar proteção.

Porque estamos perenemente em busca de segurança, edificamos igrejas em torno de nossas esperanças, nossas crenças e dogmas, pelos quais estamos prontos a lutar; e tudo isso representa, ainda, o processo do pensar, não é exato? E se não podemos dissolver o nosso temor, nossa barreira psicológica, vamos pedir socorro a outro. Enquanto eu pensar tão somente em termos de realização, de preenchimento, de não-vir-a-ser, estarei sempre na sujeição do temor, não é verdade? O processo do pensar, como o conhecemos, com seu desejo egocêntrico de ser bem-sucedido, de não sentir-se só, vazio, esse mesmo processo
é a sede do temor. E pode a mente que está toda ocupada consigo mesma, que é produto de seus próprios temores, dissolver o temor?

A mente pode reconhecer apenas o que já foi experimentado; não pode reconhecer uma coisa nova, pois o que é novo não é reconhecível.

Suponhamos que um indivíduo tenha medo e reconheça as várias causas do seu temor. Pode aquela mesma mente que produziu o temor eliminar o temor pelo seu próprio esforço? Enquanto a mente estiver ocupada com o temor, procurando uma forma de livrar-se dele, descobrir o que deve fazer para vencê-lo, poderá ela, em algum tempo, ficar livre do temor?

Por certo, a mente só pode ser livre de temor quando já não está ocupada com ele — o que não significa fugir ao temor, ou tentar ignorá-lo. Em primeiro lugar, precisamos estar plenamente cônscios de que temos medo. Em geral, não temos completa
consciência do temor: estamos vagamente cônscios dele: e se chegamos a vê-lo, cara a cara, ficamos horrorizados e fugimos
dele, atirando-nos a atividades várias que só levam a novos malefícios.

Como é a própria mente produto do temor, o que quer que ela faça para o afastar de si, só pode aumentá-lo mais ainda. Nessas condições, pode alguém estar somente cônscio do seu temor, sem se ocupar com ele, sem julgá-lo e sem procurar alterá-lo?
Estar cônscio do temor, sem condenação, não significa aceitá-lo, acolhê-lo no coração. Estar cônscio do temor, sem dúvida, significa simplesmente observá-lo, olhar para ele, saber que está presente e perceber a verdade a seu respeito; e o percebimento da verdade relativa ao temor dissolve-o.

A mente não pode dissolver o temor por nenhuma ação dela própria; em presença do temor, o que ela deve fazer é ficar muito quieta — conhecer, e não agir. Tende a bondade de prestar atenção a isso. Devemos saber que sentimos medo, devemos estar plenamente cônscios dele, sem nenhuma reação, sem nenhum desejo de alterá-lo. A alteração, a transformação não pode ser operada pela mente; só pode realizar-se pelo percebimento da verdade, e a mente não pode perceber o que é verdadeiro quando está preocupada a respeito do temor, quando o está condenando ou desejando livrar-se dele.

Toda ação da mente com respeito ao temor, aumenta-o, apenas, ou ajuda à mente a fugir dele. Só há um estado livre de temor quando a mente, de todo cônscia dos seus temores, não está em atividade com relação a eles. Surge então um estado completamente diferente, um estado que a mente de modo nenhum pode conceber ou inventar.  Eis por que é tão
importante que se compreenda o “processo” da mente, não de acordo com algum filósofo, analista ou instrutor religioso, mas tal como ele está realmente funcionando em vós, momento por momento, em todas as vossas relações, — quando repousais, andais, ouvis alguém, quando ligais o rádio, ledes um livro ou conversais à mesa. Estar plenamente cônscio de si mesmo, sem dúvida, é manter a mente numa extraordinária vigilância; e nessa vigilância há autoconhecimento, o começo da sabedoria. A mente que luta contra o temor, nunca dissolverá o temor; mas, quando há um percebimento passivo do temor, surge então um estado diferente, no qual o temor é inexistente.

link para o livro; https://krishnamurtilivros.blogspot.com.br/2016/05/a-mente-e-o-medo.html

A Arte de Viver com Atenção – Thich Nhat Hanh

A Arte de Viver com Atenção

Thich Nhat Hanh

1. Hoje à noite eu darei instruções sobre respirar – isto é muito importante. Se você não sabe praticar respiração, então será difícil de seguir o retiro. O primeiro exercício para dentro – para fora, significa… inspirando – eu sei que eu estou inspirando – expirando – eu sei que eu estou expirando. Esta é uma prática muito importante. Quando inspirar, você sabe que inspira e não que expira. Você identifica inspirar como inspirar. E quando você expirar, você sabe que este é seu expirar. Só isso. Mas é uma prática muito importante.

Este é o primeiro exercício em respirar que o Buddha dá a nós. Quando você pratica, como que algo maravilhoso acontece. Desde que nós só prestamos atenção a nosso inspirar e expirar, e os identifica como inspirar e expirar, nós paramos o pensamento. E este já é um milagre, porque em nossa vida diária nós pensamos muito. E porque nós pensamos muito que nós não somos realmente nós mesmos. Nosso corpo pode estar aqui, mas nossa mente pode estar em outro lugar… no passado, no futuro, na China… Então, e quando você respira dentro e fora e se dá conta de seu inspirar e expirar, você pára o pensamento, e você começa a estar lá: onde seu corpo é. Nosso corpo e nossa mente são muito freqüentemente separadas um do outro. E no meio disso temos nossa respiração. E no momento quando nós seguramos nossa respiração em dentro e fora conscientemente: inspirando – eu acalmo meu corpo – respirando para fora – eu sorrio… nosso corpo e nossa mente se tornarão um só.

E se nós praticamos inspirando e expirando com alguma concentração nós atingimos o que nós chamamos de unicidade de corpo e mente… unicidade de corpo e mente: são reunificados sua mente e seu corpo. E você começa a estar lá, realmente você. E esta é o primeiro fruto de sua prática. E faz consciente da respiração, conscientemente estando atento de sua inspiração e expiração. Quando você não está lá, quando você realmente não é lá, você não pode ver as coisas muito clara e profundamente, você perde tudo, tudo parece a você não claro e vago.

Suponha que uma múmia esteja sentada lá. Só o corpo físico dela está lá, a mente dela está em outro lugar. Naquele momento, se você quer vir e obter um pouco de atenção de sua múmia, algum afeto, algum bem, você não terá sucesso porque ela realmente não está lá.

Você está muito fresco, muito bonito, amando muito, mas ela não está disponível. Embora ela se senta lá, ela não está disponível a você. E isso acontece muito freqüentemente… para seu papai também… Se o papai está respirando conscientemente, ele pode não sentir falta de você. Mas se você vem a ele muito fresco, sorrindo, você quer um pouco de atenção, você quer algum afeto, ele logo saberá disso imediatamente, porque ele realmente está lá.

E então para se fazer disponível para nosso amado, nós deveríamos estar lá. E nós estamos lá, inspirando e expirando… inspirando e expirando. E praticando como que durante uma vez, duas vezes… e começamos a estar vivos, a estar presentes. E isso é a prática de plena-atenção. Plena-atenção pretende estar atento, estar atento do e no qual você vai. Sua criança está vindo e ela quer um pouco de atenção, algum afeto – você sabe isso. Assim você sorri a ela, você pode abrir seus braços e pode abraçá-la. E a condição básica é que você está lá.

Inspirar e expirar assim são realmente ser lá e estar disponível. Disponível a quem? Disponível a seu amado. E também estar pronto para a vida do encontro, porque a vida só pode ser achada no momento presente. Deixe-nos pensar um pouco. O céu azul, o céu azul bonito – quando você pode adquirir um contato com o céu azul? No momento presente.

Para não perder o céu azul, você tem que voltar para o momento presente, porque é naquele momento que você pode adquirir um contato com o céu azul.

Os rios bonitos, as árvores bonitas, sua múmia, seu papai, eles estão todos no momento presente. E se você se volta para o momento presente que você os encontra. Tudo que é maravilhoso, tudo o que você quer encontrar está no momento presente. Então correr para o futuro, ou se perder no passado faz você perder ao vivo. Pois inspirando e expirando é voltar ao momento presente, onde você tem um compromisso com vida. Isso é por que o dentro e fora é tão importante: torna vida possível para você.

O que você está procurando – como felicidade, paz, alegria – tudo está no momento presente. A pura terra dos budas deve ser achada no momento presente. O reino do céu dos católicos, dos protestantes, também deve ser achado no momento presente.

Olhe para uma árvore – é uma coisa maravilhosa uma árvore. Uma árvore é muito bonita. Uma árvore para mim é tão bonita quanto uma catedral, até mesmo mais bonito. E há momentos em que eu me quedo diante de uma árvore com respeito profundo.

Eu olho a árvore e eu vejo o cosmo inteiro nisto. Eu vejo o sol na árvore. Você pode ver o sol na árvore? Sim, porque sem o sol não pode crescer nenhuma árvore. Eu vejo uma nuvem na árvore – você pode ver? Sem uma nuvem não pode haver nenhuma chuva, nenhuma árvore. Eu vejo a terra na árvore. Eu vejo tudo na árvore. Assim a árvore é onde todo o cosmo vem a ser. E o cosmo se diverte a mim em uma árvore. Então uma árvore para mim é uma catedral. E eu posso tomar refúgio na árvore, e eu posso ser nutrido pela árvore. A árvore pertence ao reino de Deus, a árvore pertence à pura terra. E eu só posso adquirir contato com a árvore se eu me voltar para o momento presente, porque a árvore só pode ser achada no momento presente. E isso é por que dentro e fora é tão importante.

Suponha que eu pratico assim: inspirando – eu estou atento de meus olhos -, expirando – eu sorrio a meus olhos. Este é voltar para o momento presente para descobrir coisas que você tende a esquecer, como seus olhos. Meus olhos me fazem feliz. Meus olhos são condições para minha felicidade. Eu sei que sem meus olhos eu não posso estar contente.

Eu só preciso abrir meus olhos para ver o céu azul bonito, a terra bonita, o grito das crianças, todos os tipos de formas, todos os tipos de cores, porque eu tenho olhos.

Inspirando assim para voltar para o momento presente e adquirir contato com meus olhos, é uma prática básica para felicidade. E expirando – eu sorrio para meus olhos -. Eu sorrio a meus olhos porque eu estou contente de ter olhos. Eu só preciso abrir meus olhos para ver as árvores bonitas e assim por diante. Faça a respiração dentro e fora algumas vezes e se dê conta do fato de que nós temos olhos. Você pode gostar de tocar seus olhos se você desejar, respirando. Assim meus olhos pertencem ao reino de Deus, à pura terra. Meus olhos são condições para minha felicidade. Eu me volto para o momento presente para adquirir contato com meus olhos, de forma que possa estar contente. As árvores pertencem ao reino de Deus, à pura terra. Eu me volto ao momento presente para estar em contato com as árvores. E há milhões de coisas boas dentro de mim e ao redor de mim, isso é maravilhoso, que eu só posso adquirir em contato se eu me voltar ao momento presente. Você sabe algo… Há as pessoas que acreditam que podem entrar no reino de Deus ou na pura terra depois que eles morram. Eu não concordo com eles. Eu sei que você não tem que morrer para chegar ao reino de Deus. Na realidade você tem que estar vivo para fazer isso assim.

Você deveria estar vivo, e você deveria fazer uma respiração dentro e fora, e com um pé você faz um passo, e você entra agora mesmo no reino de Deus. E isto é possível com o primeiro exercício, inspirando e expirando, porque meus olhos pertencem ao reino de Deus, as árvores pertencem ao reino de Deus, e muitas outras coisas são assim. Então, e se eu me dou conta, inspirando e expirando, eu só preciso um passo para entrar no reino do céu.

Com alguma prática, você desenvolve sua concentração e então, todo tempo que você quiser entrar no reino de céu, você pode fazer isso. Você vai ser acolhido, a porta é larga e aberta. Mas se você viver em esquecimento, você não pode fazer isso porque o esquecimento é o oposto da plena-atenção. Viver em esquecimento para se perder no passado, no futuro, ser possuído por raiva, ódio, medo, e então você não está pronto para entrar no reino de Deus. Para adquirir liberdade do esquecimento, você pratica inspirando e expirando em plena-atenção e se torna o resultado de sua prática. E, com plena-atenção, você adquire contato com tudo o que é maravilhoso, isso está refrescando, isso está curando o momento presente. Assim nos deixe convidá-lo com um som do sino vamos respirar juntos 3 vezes para nos desfrutar, desfrutar do reino onde nós nos achamos neste mesmo momento.

2. Agora nós passamos ao segundo exercício: flores novas. Inspirando – eu me vejo como uma flor -, expirando – eu sinto renovado. Humanos nascem como flores. Quando eu olhar para uma criança, eu a vejo, eu a vejo como uma flor, muito fresca, muito bonito. Olhar: nossos olhos são como flores. Nos sutras, os olhos do Buddha são o céu com flores de loto.

Nossos lábios podem ser uma flor bonita, especialmente quando nós sorrimos e sabemos sorrir. E esta é uma flor que você pode oferecer a qualquer hora a qualquer um. Há pouco inspirando e expirando e sorrindo você têm uma flor para abrir. E você sabe algo? Os olhos podem sorrir. Assim, quando você olha para alguém, e sorri com seus olhos, você oferece duas flores. E se você sorrir com sua boca, você oferece três flores. Suas mãos também são como flores. E com minhas mãos eu posso formar uma flor, uma flor de loto. E quando eu me curvar a alguém, eu digo algo assim: Uma flor para você, o futuro Buddha. E eu me curvo a ele ou para ela. Assim minhas mãos são flores, capazes de fazer as pessoas felizes.

E quando eu ofereço uma flor de loto àquela pessoa, eu ofereço outra flor com minha boca e duas outras flores com meus olhos. E nossos pés também podem ser bonitos como flores.

Nós nascemos como flores, mas se nós não sabemos levar ao cuidado de nossas flores, nossas flores podem estar cansadas, pode apodrecer… E isso é por que nós deveríamos aprender a molhar nossa flor. Inspirando – eu me vejo como uma flor … é uma prática que não é um desejo. Quando você respira profundamente, você faz toda cena em seu sorriso de corpo como uma flor. Você pode fazer seus olhos sorrir como uma flor, você pode fazer sua boca sorrir como uma flor. Você pode fazer suas mãos voar, sorrir como flores.

E você pode fazer seu corpo, seu sorriso de corpo inteiro como uma flor, fique fresco novamente, fique novamente por você novo, para sua própria felicidade e para a felicidade dos ao redor de nós. Se você não está fresco, se você é fechado, se você está irritado, então as pessoas ao redor de você não podem estar contente. Então, praticante de uma flor novamente, respirando praticante – Eu me vejo como uma flor -, expirando – eu sinto fresco. O Buddha praticou refrescando-se. Então, e quando nós olhamos para ele que nós o vemos como uma flor. Ele é descrito como sentado em uma flor. Significa que em qualquer lugar ele se senta, ele se senta com paz, felicidade, frescor. Então, e se eles descrevem o Buddha como sentado em uma flor por causa disso – porque ele é uma flor, ele. Assim quando você se sentar em sua almofada, se sente de tal modo que você se torne uma flor.

E, de repente, sua almofada se torna uma flor de loto. E pratique do modo do Buddha: você deveria sentar-se em uma flor de loto e não em carvão ardente. Se você tem muitas preocupações, muita raiva em você, você não pode-se sentar em uma flor, você se senta em carvão ardente.Você não tem nenhuma paz. Assim que você se sente, você quer correr novamente. Então, o loto não está disponível. Para que o loto esteja disponível a você, quando se senta, você tem de ser de prática uma flor. Flor fresca: esse é o segundo exercício. E se você pratica como que 3 ou 4 vezes você fica fresco e você desfruta disso.

3. Agora nós tocamos ao terceiro exercício que é: montanha sólida. Nesta posição, na meia posição de loto ou em loto se posicione, você se acha bastante estável, sólido.

Se você sente agitado, não sólido, vulnerável, quebrável, então você prática isto para se pôr sólido novamente.

A solidez, a estabilidade do corpo ajudarão, provocarão a estabilidade da mente. Então, e se sente em uma posição estável, e pratique a inspiração e expiração: você ficará mais estável em sua mente.

Inspirando – eu me vejo como uma montanha -, expirando – eu sinto sólido.
De vez em quando, uma emoção muito forte nos subjuga. Aquela emoção pode ser raiva, ou desespero, ou medo. E quando nós somos subjugados por uma emoção forte, nós sentimos que nós somos muito vulneráveis, nós podemos morrer.

E aquele é um doce para crianças que não conhecem como controlar as emoções, e sofrem tanto, com coisas que não são nada, por isso exclua as emoções.
Algum dia eles sentem a emoção insuportável, eles vão cometer suicídio. Isto é muito ruim. Porque nós somos mais que nossa emoção, nós somos mais sólido que nós podemos pensar. Então, o ser de prática sólido como uma montanha é muito útil.

Quando você olha para a árvore, durante uma tempestade, você vê que o topo da árvore não é sólido. Você pode ver só esses ramos minúsculos e vários folhas no topo da árvore, balançando de um lado para outro debaixo do efeito do vento. Você tem a impressão que a árvore é muito vulnerável, muito frágil.
Mas se você olha para baixo um pouco para ver os ramos grandes e o tronco da árvore, se você vê que a árvore está firmemente arraigada no chão, a impressão que a árvore é vulnerável desaparecerá.

Você verá aquela árvore é então muito mais sólida. Nós, o corpo humano, a pessoa humana é igual também. Nós temos emoções no topo, em algum lugar aqui. Mas nós temos o tronco abaixo aqui. Nosso tronco está em algum lugar neste nível, um pouco acima do seu umbigo.

E com esta posição se sentando, se você traz sua atenção até este nível e prática inspirando e expirando e segue o movimento de seu abdômen, então você poderá superar suas emoções muito logo.

Porque você desceu o tronco da árvore que inspira, enquanto expirando – Eu me vejo como uma montanha, eu caí sólido. – E se você pratica como este aqui de tempo, 2 vezes, 3 vezes, que suas emoções vão, não o podem destruir mais.

Você sabe agora que você é mais que suas emoções. Então este exercício é muito importante. Nós deveríamos praticar isto diariamente de forma que quando nós enfrentamos uma emoção forte nós saberemos o que fazer para controlar nossas emoções. Nós não faremos coisas ruins em desespero.

Porque a pessoa humana às vezes tem que encontrar raiva e ódio e dor e desespero. E se a pessoa não sabe controlar este tipo de emoções, ele ou ela sofrerá muito e ele ou ela podem morrer.

Então este exercício é muito importante. E se você pratica dia e noite você economizará sua vida. Nos deixe de praticar este exercício alguns vezes: inspirando–eu me vejo como uma montanha -, expirando – eu me sinto sólido. Tente se sentar de um modo sólido para praticar isto.

Você não tem que usar todas as palavras, você há pouco reteve a palavra “montanha”, para inspiração, para inalação, e “sólido”, para sua exalação: montanha… sólido.

E agora nós praticamos o próximo exercício que é refletindo na água.
Nos deixe visualizar um lago em um altiplano, entre montanhas. A água em um lago é assim imóvel que reflete verdadeiramente o céu azul e as montanhas. E se você olhar na água, você vê sua face não torcida porque a água está tranqüila, está imóvel. Se você tirar uma foto do lago, você vê que a montanha e o céu refletido nisto é a montanha e o céu acima.

Assim quando você praticar inspirando, você diz: inspirando – eu me vejo como uma água imóvel – assim você se acalma pela respiração. Sua respiração pode se tornar um instrumento maravilhoso para se acalmar. E quando você faz a expiração para fora em um estado de calma e habilidade, você reflete coisas como as coisas não vão mais me alterar.

Quando nós não estamos tranqüilos, nós torcemos as coisas, nós não podemos receber a mensagem das outras pessoas. Você não pode receber a verdade dos outros seres.

Suponha a lua, a lua bonita no céu, quer se refletir em sua água, na água de sua lagoa, mas a água em sua lagoa não está tranqüila. Como a lua cheia pode se refletir em você?

Então, e não é a falta da lua – é a falta da água. A lua refrescante do Buddha é passageira no céu de vacuidade extrema. Se a lagoa da mente dos seres vivos ainda está, a lua da beleza se refletirá nisto.

Isso é um poema velho que eu li quando era jovem.

Se você ainda for, então suas percepções estarão corretas, e você entenderá que pessoas estão tentando falar-nos.
A lua, a montanha, os rios, as árvores – tudo está tentando contar-nos a verdade.
Mas a nossa mente ainda não é, que é por que não é capaz receber a verdade do cosmo.
E então nós deveríamos praticar inspirando e expirando e nos acalmar para a verdadeira compreensão ser possível.
Sentar quietamente e inspirando e expirando é um modo maravilhoso para nos acalmar, e ser.
Nós realmente não podemos estar entendendo se nós não nos acalmarmos.
Então o próximo exercício é espacial livre.
Inspirando – eu me vejo como espaço -, e expirando – eu me sinto livre.
Espaço é o símbolo de liberdade.
Se você não tiver espaço ao redor de você, você não pode mover-se.
Então, e se você quer estar feliz deve permitir-se ter ao redor e também dentro algum espaço. Se você tem tantas preocupações, se você tem tantos projetos, então há nenhum espaço em você para que você desfrute sua felicidade.
A lua refrescante do Buddha viaja no céu da vacuidade extrema. O Buddha tem muito espaço dentro e fora de si. E então ele pode estar contente. E esses de nós que têm mais espacial dentro e ao redor de si estão mais contentes que outras pessoas.
Então, e esta prática é trazer espaço em você e ao redor você.
Se você quiser seu amado para estar contente, lhe dê ao redor algum espaço e dentro dele.
Se você quiser estar contente, lhe dê algum espaço dentro e ao redor.
Quando você organiza flores – você deveria saber que -, cada necessidade de flor deve ter algum espaço ao redor. Uma flor assim precisará de muito espaço.
Pelo menos para a flor radiar sua beleza e seu frescor.
Assim da próxima vez que você organizar flores, também não use muitas flores.
Você precisa só 2 ou 3 e você dá para cada flor muito espaço.
Seres humanos são como flores, eles são flores, e eles precisam que seja permitido espaço dentro e fora para estar contente.
Praticando assim e assim é que nos permite espaço dentro, espaço fora.
E também perceber que as pessoas ao redor de nós elas também precisam de espaço para estar contente.
E espaço aqui você pode não alugar.
Aqui em meu modo eu vi um sinal pela rua: “Espaço para alugar.”
Este espaço só pode ser obtido pela prática.
Você pratica para oferecer liberdade, oferecer vacuidade a si e para outros.
Se você tem tantos projetos, se você é o diretor de tantas companhias, você não tem espaço. Como você pode estar contente?
Assim joga fora a maioria das coisas para ter espaço dentro de você e ao redor você.

Eu gostaria de lhe contar a história do Buddha e o camponês.
Um dia que o Buddha estava sentando-se com os monges dele, aproximadamente 30, na floresta, na madeira.
Eles terminaram há pouco o almoço, quando um fazendeiro veio – e perguntou para os monges:
“Você viu minhas vacas passando por aqui?”
O Buddha disse: “Que vacas?”
Ele disse: “Eu sou a pessoa proprietária da terra. Eu tenho 12 vacas, elas fugiram. E, você sabe, eu tenho 2 acres de sesame plantados. Este ano os insetos comeram todas as minhas colheitas. Eu penso que vou morrer. Como eu posso sobreviver sem minhas vacas?”
E o Buddha disse: “O cavalheiro, nós não vimos suas vacas passando por aqui, você deveria os procurar na outra direção.”
E então quando a pessoa foi ele se virou e olhou para os monges sorrindo e disse: “Vocês são pessoas afortunadas vocês não têm nenhuma vaca. Se vocês tivessem vacas, você sofreriam como ele.”

Assim se você tem muitas vacas dentro, tantos projetos, muitas preocupações, muita raiva, muito medo, muita pressão, os liberte, deixe que saiam as suas vacas. Se você tem tantas vacas ao redor você, vacas que você pensa ser muito importante para sua felicidade, e elas se deixaram ir –isto é muito importante para sua liberdade, para sua felicidade. Lhe ofereça espaço.

Eu gostaria de falar para as pessoas jovens que o Buddha não é um deus, ele é um ser humano como nós. E a palavra buddha significa a pessoa que está acordada.
Budd, o verbo sancript, pretende acordar, e buddha significa o que está acordado.
E se nós praticarmos o despertar, nós nos tornamos um Buddha.
E o Buddha pode ser ele ou ela.
O Buddha pode ser jovem, pode ser menos jovem e assim por diante. Assim a substância da qual um Buddha é feito está despertando. Se você está acordado, e então você tem a substância de um Buddha dentro de você, e você está muito como um Buddha.
Quando você pratica inspirando e expirando, seu corpo e sua mente se tornam juntos, se tornam um, e você está lá presente no momento presente, você é muito um Buddha.
Só um Buddha, um Buddha cheio é alguém que está acordado todo o dia.
Mas nós só ficamos de vez em quando acordados, isso é por que nós deveríamos praticar plena atenção que toma fôlego para estar mais acordado em nossa vida diária.
Eu falo sobre consciência, eu falo sobre esclarecimento, porque esclarecimento e consciência que elas são da mesma substância.
E agora nós temos o palavra plena-atenção, que é o mesmo porque quando você estiver atento no qual vai, você está atento e você está iluminado.
Esclarecimento sempre é esclarecimento sobre algo.
Suponha que eu pratico: inspirando – eu estou atento que eu tenho olhos bons –  expirando – eu sorrio a meus olhos. Isso é consciência. Isso é plena-atenção de ter olhos bons, mas isso também é iluminação.
Porque se eu tenho olhos bons e se eu não conhecer isto, eu não sou nenhum iluminado. Meios iluminados assim sendo a mesma coisa como estando atento.
E você pode adquirir esclarecimento todos os minutos. Aquele tipo de consciência.
Suponha que eu pratico assim: inspirando – eu sei que eu estou vivo.
É uma prática maravilhosa, é muito importante.
Muitos de nós não sabem que nós estamos vivos.
Isso é uma pena. E eles não sabem o que ser… que milagre é estar vivo.
Inspirando – eu sei que eu estou vivo… Esta é a prática mais maravilhosa.

Porque nós podemos viver como uma pessoa morta todo o dia, mas nós não sabemos.

No romance “O estrangeiro”, o escritor francês Andre Camus… ele descreveu alguém vivendo como um homem morto. Ele estava falando sobre um homem em prisão e era aproximadamente ser condenado a morte, porque ele tinha matado outra pessoa. Mas em prisão praticou ele. Ele não praticou Budismo ou cristianismo. Ele praticou o ser acordado. E a sangha dele, o amigo dele para o ajudar na prática é uma pequena janela em cima da cabeça. Muito pequena. E por aquela janela ele via o céu azul. E por causa daquele pedaço de céu azul ele adquiriu iluminação, e ele ficou acordado. Ele soube disso 2 dias antes de morreu, mas ele praticou vivendo esses 2 dias de modo muito fundo.
Assim a pena de morte dele era um tipo de estímulos que o ajudou a acordar de uma morte longa. E umas 2 horas antes da execução, ele recebeu uma visita de um padre de católico. O padre quis salvar a alma dele. E o padre estava lhe urgindo que se arrependesse e coisas como isso. Mas ele não aceitou, porque ele se viu como mais iluminado que o padre. Enquanto estando com o padre, ele viu que o padre não estava vivo como ele, assim ele recusou o padre. E ele urgiu para o padre que saísse para assim ele pudesse viver aquela última hora passada profundamente. E quando o padre partiu, ele disse… Ele pensou que o padre vivia como um homem morto. E ele teve a oportunidade de viver a última hora dele profundamente desperto como um ser humano. E isso é o que Camus escreveu no romance dele “O Estrangeiro.”

Tantos de nós gastam nossos dias em esquecimento. Nós vivemos e ainda nós não fazemos. Nós nos perdemos no passado, nós nos preocupamos com o futuro, nós temos medo disto. Nós fazemos tantos projetos, nós somos entusiasmados sobre o futuro.

Nós não temos nenhuma capacidade de estarmos vivos no momento presente onde tudo é. E as pessoas como que vivem aquela vida em esquecimento. E vida não está disponível para elas. E elas vivem como uma pessoa que leva um corpo morto no ombro e deseja saber ao redor: ele já está morto? ela já está morta? Assim o problema é acordar, estar novamente vivo, para a ressurreição de nós mesmos. E as técnicas de ressurreição é voltar para sua respiração: Inspirando – eu estou vivo -, expirando – eu sorrio a mim. Isto parece simples, mas esta é a prática mais importante, porque muitos de nós não sabemos quão milagroso é estar vivo neste momento presente. E nós soltamos a pura terra, nós soltamos o reino de Deus.

Eu falei do momento presente. Olhe como eu aconselho as pessoas para não olhar para trás, ao passado, e não esperar o futuro.

Se você não olha atrás para o passado, como você pode aprender do passado? Se você não planeja o futuro, como você pode organizar para seus filhos e netos?

Mas o ensinamento é assim: o momento presente é feito do passado. O passado ainda está vivo no momento presente. Se você está atento, se você está acordado, se você está atento, se você puder tocar o momento presente, você também toca o passado, por causa do mesmo fato de que o presente é feito do passado. Assim há uma possibilidade para mudar o passado, até mesmo se nós não pensamos que podemos voltar para o passado para consertar as coisas lá. Nós cometemos alguns erros no passado, nós quebramos algumas coisas no passado, e agora nós lamentamos e nós vivemos com nosso complexo de culpa.

E muitas pessoas não têm paz porque a sua culpa é muito intensa.
Mas se eles aprendem e descobrem que o passado ainda está lá, no momento presente, eles saberão como sair disto.

Porque se eles inspiram e expiram e ficam atento, quando eles tocarem o presente, eles tocam o passado, e eles podem mudar o passado mudando o presente. Suponha que você não disse 20 anos atrás algo muito agradável para sua vovó, e agora sente pesar disto. O que pode fazer você para se libertar de sua culpa, ser novamente amável para a vovó? Olhe profundamente para o momento presente. Olhe para você e você saiba que a vovó ainda está viva em você, você é só uma continuação da vovó.

Assim olhe profundamente em você e veja a vovó que sorri para você em você. E com aquela plena-atenção, diga: “Eu sinto muito, vovó.”

E então você a vê sorrindo para você e a ferida será curada muito depressa. Não há nenhuma necessidade para viver com sua angústia, sua culpa. Culpa é um obstáculo para a prática. E como você pode tocar o passado pelo presente, por que não faz a cura agora mesmo?

Quando você se senta muito firmemente, quando você é fundamentado firmemente no momento presente, você pode olhar atrás, para o passado. O que significa olhar ao presente e vê os elementos que fizeram o presente.
O que significa olhar ao passado, você pode aprender muitas coisas. Você não se perde no passado, nas recordações.

Você está olhando tão profundamente para o presente que você vê todos os elementos que compuseram o momento presente, e estes podem ser descritos como o passado. Assim você não vive só o momento presente – mas ainda você pode ver o passado muito claramente no momento presente. Também você aprende que o futuro será feito do momento presente. O momento presente é a substância com que o futuro é feito. Então, é o melhor modo para controlar, levar ao cuidado do futuro é levar ao cuidado do momento presente. Que mais pode fazer você? Olhe profundamente na natureza do momento presente. Tome bom cuidado disto. Transforme e você terá um futuro bonito.

Assim a resposta tem volta para o momento presente e objeto bom ao cuidado disto. Se você levar ao cuidado do momento presente, não há nenhuma razão por que você tem que preocupar sobre o futuro, porque você sabe que o futuro será feito pelo presente. Leve ao cuidado do presente de tal um modo que nossas crianças terão um futuro.

Isso é a prática.

E isso é por que esperança às vezes é um obstáculo. As pessoas podem esperar porque se sentem desamparados no momento presente. Eles acham que o momento presente é tão pesado, tão insuportável, difícil suportar – isso é por que eles investem no futuro com esperança. Eu espero que amanhã será melhor, eu espero depois de amanhã as coisas serão melhores. E eles adquirem um pouco alívio por causa de investir no futuro.

Por isso as religiões falam muito sobre o futuro, sobre esperança. Mas, na luz desta prática, a esperança pode ser um obstáculo.

Porque (para) investindo no futuro, você tem que gastar muita energia por ter esperado, e não há muita energia se você não tiver cuidado do presente.

Neste ensino, o reino de Deus, paz e felicidade, o mundo da ipseidade só podem ser achado no momento presente. Na há nenhum reino de Deus no passado, nenhum reino de Deus no futuro. Nós temos que adquirir agora e aqui, em contato com isto. E sem bastante energia, nós não podemos ter uma inovação. Você não adquire inovação para o reino de Deus, se você investe suas energias no futuro ou se você se perde no passado. Então, e não esperar traz tudo, também traz sua energia ao momento presente e adquire uma inovação.

E esta é a prática.

Gostaria de dizer aos jovens que o Buda não é um deus, ele é um ser humano como nós. E o buda palavra significa a pessoa que está acordado.
Budd, o verbo sancript, significa acordar, e Buda significa aquele que está acordado.
E se fizer a prática do despertar, vamos-nos tornar um Buda.
E o Buda pode ser ele ou ela.
O Buda pode ser jovem, pode ser menos jovens e assim por diante.
Assim, a substância de que é feito um Buda está despertando.
Se você está acordado, e então você tem a substância de um Buda dentro de você, e você está muito bem como um Buda.
Quando você pratica a respiração dentro e para fora, seu corpo e sua mente tornar-se juntos, tornar-se um, e você está lá presente no momento presente, você é muito mais um Buda.
Somente um Buddha é alguém que está acordado durante todo o dia.
Mas ficamos acordados só de vez em quando, é por isso que devemos praticar a respiração Mente, a fim de ser mais acordado em nossa vida diária.

Eu falo sobre a consciência, eu falo sobre a iluminação, esclarecimento e conscientização, porque eles são da mesma substância.
E agora temos a plena consciência da palavra, que é o mesmo porque quando você está consciente do que está acontecendo, você está ciente e você está iluminado.
A iluminação é sempre esclarecimento sobre algo.
Suponha que eu pratico: respirar – Estou consciente de que tenho bons olhos -, expirando – Eu sorrio aos meus olhos. Isso é consciência.
Essa é a plena consciência de ter bons olhos, mas que também é iluminação. Porque se eu tenho bons olhos e se eu não sei, eu não sou iluminado em tudo. Assim sendo iluminado significa a mesma coisa que estar atento. E você pode obter a iluminação a cada minuto. Esse tipo de consciência. Suponha que eu pratico assom: espirar – eu sei que estou vivo.
É uma prática maravilhosa, é muito importante. Muitos de nós não sabemos que estamos vivos.

Isso é uma pena. E eles não sabem o que é … Que milagre é estar vivo. Inspirando – Eu sei que estou vivo … Esta é a prática mais maravilhosa. Porque nós podemos viver como uma pessoa morta todos os dias, mas nós não sabemos.

Olhe profundamente a natureza do momento presente. Cuide bem dele.
Transforme-o e você terá um belo futuro.
Portanto, a resposta é voltar para o momento presente e cuidar bem dele.
Se você cuidar bem do momento presente, não há nenhuma razão pela qual você precisa se preocupar com o futuro,
porque você sabe que o futuro será feito pelo presente.
Cuidar do presente de tal forma que os nossos filhos terão um futuro.
Essa é a prática.
E é por isso que a esperança é por vezes um obstáculo.
As pessoas podem esperar porque se sentem impotentes no momento presente.
Você acha que o momento atual é tão pesado, tão insuportável,
difícil de suportar – é por isso que investe no futuro com esperança.
Espero que amanhã será melhor, espero que as coisas depois de amanhã serao melhor.
E fico um pouco aliviado, porque investi no futuro.
É por isso que as religiões falam muito sobre o futuro, sobre a esperança.
Mas, à luz desta prática, a esperança pode ser um obstáculo.
Porque ao investir no futuro, você tem que gastar muita energia para esperar,
e não há muita energia para que você cuidar do presente.
Neste ensino, o reino de Deus, paz e felicidade,
o mundo da inteireza, só pode ser encontrado no momento presente.

Há reino de Deus no passado, o reino de Deus no futuro.
Temos que entrar em contato com ele agora e aqui.
E sem energia suficiente, não podemos ter um avanço.
Você pode não avançar para o reino de Deus, se você investir
suas energias para o futuro ou se você se perder no passado.
E, portanto, não traga esperança para tudo,
traga também a sua energia para o momento atual e obter um grande avanço.
E esta é a prática.

Trabalhando com a ansiedade social

Praticar (a meditação e atenção plena) com ansiedade social é similar a qualquer outra ansiedade, mas torna-se mais pessoal porque essa ansiedade é sobre se as pessoas vão gostar ou não de você. Se você está tentando agradar duas pessoas e uma delas gosta de gente falante e outra prefere os quietos o que você faz? Tudo o que pode fazer é ser você mesmo.

Parte de quem você é se sente ansiosa ao interagir com as pessoas. Para interagir com pessoas é preciso trabalhar com a ansiedade. Pessoas querem gostar de pessoas. Gostar dos outros nos faz bem. Não gostar dos outros nos deixa irritados. Quando você interage com as pessoas oferece a eles a escolha de gostar ou não de você. Esse processo começa de forma ansiosa e depois vai acalmando.

Respirar com atenção plena não faz a ansiedade desaparecer, mas lembrará a você que a ansiedade não é baseada em medos reais. É baseada em medos infundados e você pode dialogar com eles. Você pode exercitar sua respiração quando estiver sozinho e não ansioso. Em momentos tranquilos pode respirar com compaixão consciente e se lembrar que você é uma boa pessoa tentando o seu melhor. Quando estiver sentindo o calor da ansiedade, notar e respirar de forma consciente pode ajudar a acessar a causa desses medos.

Algum dia você pode não se sentir tão nervoso em encontros sociais, mas até esse dia chegar, trabalhe com seu nervosismo. Tente encontrar coisas agradáveis nas pessoas e coisas agradáveis suas para elas. Se uma interação social der errado, deixe ela ir, tenta não lidar com isso. Se uma interação der certo, aproveite, e então deixe ir também.

Para praticar mindfullness com o medo, mantenha esse desafio em você sempre e pratique. Se ele um dia for embora então seu trabalho está concluído.

Traduzido de Zen Mister com autorização do autor Peter Taylor

Mindfulness

Não se perca no passado.

Não se perca no futuro.

Não seja pego pela raiva, preocupações ou medos.

Retorne ao momento presente e toque profundamente a vida.

Isso é mindfulness.’

– Thich Nhat Hanh, The Path of Emancipation.

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E o que é mindfulness para o mestre Thich Nhat Hanh?

Mindfulness (plena consciência) significa atenção, deliberadamente prestar atenção, estar plenamente consciente do que está acontecendo tanto dentro de si mesmo, em seu corpo, coração e mente e fora de si mesmo em seu ambiente. Mindfulness é a consciência sem julgamento ou crítica. O último elemento é a chave. Quando estamos atentos, não estamos comparando ou julgando. Estamos simplesmente testemunhando as muitas sensações, pensamentos e emoções que surgem à medida que nos envolvemos nas atividades comuns da vida diária. Isso é feito de uma forma simples, mas é aquecida com bondade e temperada com curiosidade.

Mestre zen Thich Nhat Hanh chama plena consciência (mindfulness) de um milagre. Parece isso mesmo. Quando aprendermos a usar esta ferramenta simples e encontrarmos por nós mesmos o que ela pode fazer, parecerá milagroso. Ela pode transformar o tédio em curiosidade, inquietação angustiada em tranquilidade e negatividade em gratidão. Usando plena consciência, veremos que tudo -tudo- para o que trouxermos toda a nossa atenção começará a se abrir e revelar mundos que nunca suspeitamos que existiam. Em toda a minha experiência como médico e professor Zen, eu nunca encontrei nada igual a ela.

Por Jan Chozen Bays (fonte)

Entenda a Plena Atenção do Budismo

Nesse livro grátis sobre atenção plena, Plena Atenção O Caminho da Imortalidade, o mestre Ajahn Sumedho explica de forma muito simples a força da atenção plena que nada mais é do que simplesmente prestar atenção ao momento presente sem julgamentos, comparações e outras dessas coisas doidas que nossa mente está habituada a fazer.

Atenção Plena na vida, nos nossos atos, sentimentos, emoções e pensamentos é uma forma muito poderosa de melhorar nossa qualidade de vida e aprender profundamente sobre nós mesmos.

Acesse o link e baixe o livro sobre atenção plena em pdf

plena atenção Ajahn Sumedho

Convidando Sementes Positivas – 5 Práticas para o Cultivo da Felicidade

5 Práticas para o Cultivo da Felicidade

Todos nós possuímos diversos tipos de “sementes” armazenadas profundamente em nosso subconsciente. Aquelas que estimulamos são as que brotam, surgem em nossa percepção, e manifestam-se externamente [em nossos atos, palavras e pensamentos].

Então, em nossa própria consciência existe o inferno, mas também o paraíso. Nós somos capazes de ser compassivos, compreensivos e alegres. Se prestarmos atenção apenas nas coisas negativas em nós, especialmente o sofrimento das dores que ocorreram em nosso passado, iremos mergulhar em lamentações e não obter qualquer nutrição positiva.

Podemos, por outro lado, praticar a correta atenção, favorecendo as qualidades saudáveis em nós por meio do resgate de coisas positivas que estão sempre disponíveis em nosso interior e em torno de nós. Esta prática nos fornece bom alimento para nossa mente.

Uma forma de cuidar de nosso sofrimento é convidar uma semente de natureza oposta a crescer. Como não existe nada sem o seu oposto, se você possui em si a semente da presunção, também possui a semente de compaixão. Todos nós possuímos a semente de compaixão.

Se você praticar a plena consciência da compaixão todos os dias, a semente da compaixão em você vai se tornar forte. É preciso apenas concentrar-se nela, e ela irá surgir como uma poderosa zona de energia. Quando a compaixão surge, a arrogância naturalmente volta a mergulhar no subconsciente. Não é preciso entrar em conflito com a semente da arrogância, ou empurrá-la para o fundo.

Podemos seletivamente regar as boas sementes e abster-se de regar as sementes negativas. Isto não significa ignorar nosso sofrimento; apenas significa permitir que as sementes positivas, naturalmente existentes em nossa mente, recebam atenção e cuidado [para que assim nos ajudem a reconhecer, compreender, transformar e curar nosso sofrimento].

Texto completo em:

http://www.viverconsciente.com/textos/medicina_plena_atencao_5_praticas_1.htm

http://www.viverconsciente.com/textos/a_pratica_auto_regulacao_5_praticas_2.htm