Rumi – Ensinamentos, o amor e a vida

ENSINAMENTOS
O amor faz o oceano ferver como um caldeirão,
O amor reduz as montanhas a poeira,
O amor quebra os céus em uma centena de pedaços,
E mesmo sem saber disso,
O amor faz a terra tremer.

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As lutas do ser humano – Rumi

Eles lutam
e se esfregam um no outro, mas isso não é sexo!
O mesmo acontece com as lutas do ser humano.
São como uma briga com espadas para brincar.
Nenhum propósito, totalmente fúteis.
Como crianças em cavalos de pau, soldados que afirmam praticar equitação
Boraq, o cavalo de Maomé, ou Duldul, sua mula.
Suas ações, bem como o sexo e as guerras que você faz, não significam nada
Você está segurando parte de seu fôlego e se empertigando,
Não espere até a sua morte para ver isso.
Reconheça que sua imaginação e seu pensamento
e suas percepções são pedaços de pau
que as crianças cortam e fingem serem cavalos.
O conhecimento do amor místico é diferente.
O empírico, o sensorial, as ciências
são como um asno carregado de livros,
ou como a maquiagem de uma mulher maquiada.
Pode ser lavado.
Mas se você carrega a bagagem de forma correta, ela trará alegria.
Não carregue a bagagem de seu conhecimento por alguma razão egoísta.
Evite seus desejos e propensões
e uma verdadeira bagagem poderá aparecer para você.
Não se satisfaça com o nome Hwu (Ele),
ou apenas com palavras sobre isso.
Experiencie essa respiração.
Dos livros e palavras vem a fantasia,
e às vezes, da fantasia vem a união.

Rumi – Livre-se das preocupações

“Coloque seus pensamentos para dormir, não deixe-os lançar uma sombra sobre a Lua de seu coração. Pare de pensar. ”

“Somente a partir do coração você pode tocar o céu.”

“Há uma vela em seu coração, pronta para ser acesa. Há um vazio em sua alma, pronto para ser preenchido. Você sente isso, não? ”

“Livre-se de preocupações. Pense em quem criou a preocupação! Por que você fica preso quando a porta é tão aberta? ”

“A razão é impotente comparada ao amor.”

Rumi: Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (مولانا جلال الدین محمد رومی), também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī (محمد بلخى), ou ainda apenas Rumi ou Mevlana, (30 de setembro de 1207 — 17 de dezembro de 1273), foi um poeta, jurista e teólogo sufi persa[1] do século XIII. Seu nome significa literalmente “Majestade da Religião”; Jalal significa “majestade” e Din significa “religião”.[2] Rumi é, também, um nome descritivo cujo significado é “o romano”, pois ele viveu grande parte da sua vida na Anatólia, que era parte do Império Bizantino dois séculos antes.[3]

A Casa de Hóspedes – Rumi

a casa de hóspedes rumi

A Casa de Hóspedes

O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.

A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.

Receba e entretenha a todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando
para um novo prazer.

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os à porta rindo.

Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guia do além.

— Rumi (Mestre sufi do sec. XII)