Meditação: para sentir o silêncio observe sua língua

Osho – Observe a língua para entrar no Silêncio

Com a boca ligeiramente aberta,
mantenha a mente no meio da língua.Essa técnica se preocupa em focalizar a língua, bem no meio da língua. Com a boca ligeiramente aberta, como se você fosse falar. Não fechada, mas ligeiramente aberta como quando você vai falar; não como quando você está falando, mas como quando você está para falar. 
Continuar lendo Meditação: para sentir o silêncio observe sua língua

A sabedoria do silêncio interno

A escritura abaixo leva o nome de sabedoria do silêncio interno e o que dá pra notar é que o texto é bem mais amplo que somente algumas palavras sobre a sabedoria do silêncio. É sabedoria para todas as áreas da vida. É magnífico…

Escritura taoista

A sabedoria do silêncio interno

Fale apenas quando for necessário.
Pense no que vai dizer antes de abrir a boca.
Seja breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palavra, deixas sair ao mesmo tempo uma parte de seu ‘Chi’ (energia). Desta maneira, aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faças promessas que não possas cumprir.
Não te queixes, nem utilizes em teu vocabulário, palavras que projetem imagens negativas porque se produzirão ao redor de ti, tudo o que tenhas fabricado com tuas palavras carregadas de ‘Chi’.
Se não tens nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor se calar e não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.
O próprio Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque o universo aceita, sem condições, nossos pensamentos, nossas emoções, nossas palavras, nossas ações, e nos envia o reflexo de nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam em nossas vidas.

Se te identificas com o êxito, terás êxito.
Se te identificas com o fracasso, terás fracasso.
Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo de nossa conversa interna.

Aprende a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem prejuízos.
Porque sendo como um espelho sem emoções aprendemos a falar de outra maneira.
Com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com suas opiniões pessoais e evitando que tenha reações emocionais excessivas, simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.

Não te dês muita importância, e sejas humilde, pois quanto mais te mostras superior, inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro de tua própria imagem e vives em um mundo de tensão e ilusões.

Sê discreto, preserva tua vida íntima, desta forma te libertas da opinião dos outros e terás uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o ‘TAO’.

Não entres em competição com os demais, torna-te como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário.
Ajuda ao próximo a perceber suas qualidades, a perceber suas virtudes, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos.

Tem confiança em ti mesmo.
Preserva tua paz interior evitando entrar na provocação e nas trapaças dos outros.

Não te comprometas facilmente.
Se agires de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação, vais criar complicações.
As pessoas não têm confiança naqueles que muito facilmente dizem “sim”, porque sabem que esse famoso “sim “não é sólido e lhe falta valor.

Toma um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti e só então tome uma decisão.
Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a Sabedoria.
Se realmente há algo que não sabes, ou não tenhas a resposta a uma pergunta que tenham feito, aceite o fato.
O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal.
Na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar.
O ‘TAO’ é imparcial em seus juízos, não critica a ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.
Cada vez que julgas alguém, a única coisa que fazes é expressar tua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído.
Julgar, é uma maneira de esconder tuas próprias fraquezas.
O Sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra.

Recorda que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo que não venceu em ti mesmo.
Deixa que cada um resolva seus problemas e concentra tua energia em tua própria vida.

Quando tentas defender-te, na realidade estás dando demasiada importância às palavras dos outros, dando mais força à agressão deles. Se aceitas não defender-te estarás mostrando que as opiniões dos demais não te afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessitas convencer aos outros para ser feliz.

Teu silêncio interno o torna impassível.
Faz uso regular do silêncio para educar teu ego, que tem o mal costume de falar o tempo todo.
Pratique a arte do não falar.
Toma um dia da semana para abster-se de falar. Ou pelo menos algumas horas no dia, segundo permita tua organização pessoal.
Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, ao invés de tentar explicar com palavras o que é o TAO.

Progressivamente, desenvolverás a arte de falar sem falar, e tua verdadeira natureza interna substituirá tua personalidade artificial, deixando aparecera luz de teu coração e o poder da sabedoria do silêncio.
Graças a essa força, atrairás para ti tudo que necessitas para tua própria realização e completa liberação.
Porém, tens que ter cuidado para que o ego não se infiltre…

O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.
Se teu ego se impõe e abusa desse Poder. O mesmo Poder se converterá em um veneno, e todo teu ser se envenenará rapidamente.

Fica em silêncio, cultiva teu próprio poder interno.
Respeita a vida dos demais e de tudo que existe no mundo.
Não force, manipule ou controle o próximo.
Converta-te em teu próprio Mestre e deixa os demais serem o que são, ou o que têm a capacidade de ser.
Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO.

Três coisas agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade. Pois os gentis podem ser corajosos, os frugais podem ser liberais e os humildes podem ser condutores de homens.

fonte: http://filosofiataoista.no.comunidades.net/sabedoria-do-silencio

O SILÊNCIO – Eckhart Tolle em O Poder do Agora

O SILÊNCIO

P: Existem outros portais além dos que você indicou?

R: Existem. O Não Manifesto não é separado do manifesto. Ele está presente em todo o nosso mundo, mas se disfarça tão bem que quase ninguém o percebe. Se você souber onde procurar, vai encontrá-lo em todos os lugares. A cada momento um portal se abre.

Você está escutando um cachorro latindo lá longe? Ou um carro passando? Escute atentamente. Consegue sentir a presença do Não Manifesto nessas ocasiões? Não consegue? Procure no silêncio, no lugar onde os sons nascem e para onde retornam.

Preste mais atenção ao silêncio do que aos sons. Prestar atenção ao silêncio exterior cria um silêncio interior, e a mente fica serena. Um portal está se abrindo. 

Cada som nasce no silêncio e morre no silêncio. Sua curta duração é cercada pelo
silêncio. O silêncio torna possível que o som aconteça. É uma parte intrínseca mas não 
manifesta de cada som, cada nota musical, cada melodia, cada palavra. O Não Manifesto está presente neste mundo como silêncio.

Essa é a razão pela qual dizem que nada neste mundo é tão parecido com Deus quanto o silêncio. Só o que temos de fazer é prestar atenção a ele. Mesmo durante uma conversa, fique consciente dos espaços entre as palavras, dos curtos espaços de silêncio entre as frases.

Ao fazer isso, uma dimensão de serenidade cresce dentro de você. Não conseguimos prestar atenção ao silêncio sem que, ao mesmo tempo, estejamos serenos em nosso interior. O silêncio está do lado de fora e a serenidade, dentro de nós. Você penetrou no Não Manifesto.

Silêncio: O poder da calma em um mundo barulhento – Thich Nhat Hanh

Silêncio O poder da calma em um mundo barulhento

Esse livro de Thich Nhat Hanh foi uma benção no momento de vida que estou passando. A força e o poder do silêncio, nesse mundo frenético que acaba nos levando em seu rolo compressor, precisa ser sempre recordada por nós.

Ao recordar do que podemos conseguir com o silêncio e a atenção plena conseguimos evitar ser sempre levados pelas situações da vida e aprender a olhar para elas com mais calma e sabedoria. Alguns trechos abaixo:

Silêncio – Introdução

Gastamos muito tempo procurando a felicidade enquanto o mundo ao nosso redor está repleto de maravilhas. Estar vivo, caminhando neste planeta, é um milagre. Ainda assim, a maioria de nós vive correndo, como se houvesse um lugar melhor a ser encontrado.

Todos os dias, todas as horas, a beleza nos chama, mas raramente estamos dispostos a escutá-la. A condição básica para sermos capazes de escutar o chamado da beleza — e responder a ele — é o silêncio. Se não temos silêncio dentro de nós mesmos — se nossas mentes e corpos estão repletos de barulho —, não somos capazes de ouvir o chamado da beleza. Existe uma rádio sempre ligada em nossa mente, a que eu chamo de “Estação PSP: Pensando Sem Parar”.

Nossa mente vive repleta de ruídos, por isso não somos capazes de ouvir o chamado da vida, o chamado do amor. Nosso coração nos chama, mas não o escutamos. Não temos tempo para escutá-lo.

Atenção plena (ou mindfulness)

Atenção plena (ou mindfulness) é a prática que silencia o ruído que existe dentro de nós. Sem mindfulness, muitas coisas podem nos distrair. Certas vezes, somos arrastados pelo arrependimento e pela culpa de algo que aconteceu no passado. Revisitamos velhas memórias e experiências, somente para sofrer outra vez com a mesma dor que um dia vivemos.

É fácil se encontrar por trás das grades do passado. Também podemos ser distraídos pelo futuro. Uma pessoa ansiosa e com medo do futuro vive tão presa quanto quem não se esquece do passado. A ansiedade e a incerteza frente ao que está por vir chegam a impedir que escutemos o chamado da felicidade. Assim, o futuro também se torna uma espécie de prisão.

Mesmo tentando estar presente, muita gente sucumbe às distrações e se sente vazia, como se houvesse um buraco dentro de si. Nós desejamos alguma coisa, esperamos alguma coisa, nutrimos expectativas sobre algo que poderia tornar nossas vidas um pouco mais interessantes. Ansiamos por algo que possa mudar a situação atual, pois enxergamos o presente como entediante… como nada especial, como nada interessante.

Lembrando de retornar ao aqui e agora

A mindfulness costuma ser descrita como um sino que nos lembra de parar e escutar em silêncio. Podemos usar um sino ou qualquer outra coisa que nos ajude a recordar que não devemos nos distrair com o ruído que existe dentro de nós e ao nosso redor. Ao ouvir o sino, paramos. Em seguida, acompanhamos nossa inspiração e expiração, abrindo espaço ao silêncio. Digamos a nós mesmos: “Ao inspirar, sei que estou inspirando.”

Inspirando e expirando conscientemente, prestando atenção unicamente à nossa respiração, podemos silenciar o barulho que existe dentro de nós — o falatório sobre o passado, o futuro e sobre o desejo de algo mais. Em apenas dois ou três segundos de respiração consciente, despertamo-nos para o fato de que estamos vivos, respirando. De que estamos aqui. De que existimos. O ruído em nosso interior desaparece, abrindo um espaço generoso — além de muito poderoso e eloquente. E podemos responder ao chamado da beleza que existe ao nosso redor: “Eu estou aqui. Sou livre. E escuto o que você diz.” E o que significa “eu estou aqui”? Significa: “Eu existo. Estou aqui de verdade, pois não estou perdido no passado, no futuro, nos meus pensamentos, no barulho dentro de mim, no barulho que vem de fora. Estou aqui.”

“O hábito do pensamento negativo

A psicologia budista identifica ao menos duas áreas principais em nossa mente. A mente inconsciente é a parte inferior dela. É lá que todas as sementes de pensamentos e emoções que guardamos são estocadas. Existem vários tipos de sementes: sementes de amor, de fé, de perdão, de alegria, de felicidade, e também sementes de sofrimento, como raiva, inimizade, ódio, discriminação, medo, agitação e assim por diante. Todas as qualidades, bem como as fraquezas de nossos ancestrais, nos foram transmitidas através dos nossos pais, e tais coisas habitam as profundezas de nossa consciência, na forma de sementes.

A mente inconsciente funciona como o porão de uma casa, enquanto a mente consciente é a parte superior, sua sala de estar. As sementes são guardadas no porão, e, quando uma delas é estimulada (ou, como costumamos dizer, “regada”), sobe e se manifesta na mente consciente. A partir desse momento, a semente abandona seu sono, transformando-se em uma zona de energia chamada formação mental. Tratando-se de uma semente saudável, como a mindfulness ou a compaixão, podemos desfrutar sua companhia. Porém, quando uma semente nada saudável é estimulada, ela poderá tomar conta da nossa sala de estar como um convidado desagradável.”

“Caso queira criar uma atmosfera mais amigável e harmoniosa em seu local de trabalho ou comunidade, não comece tentando mudar os demais. Sua prioridade deve ser encontrar um espaço de tranquilidade no interior do seu corpo, para assim aprender mais sobre si mesmo. Isso inclui tentar reconhecer e compreender seu próprio sofrimento.

Quando sua prática for sólida e você tiver conseguido colher os frutos mais doces do autoconhecimento, pense em maneiras de criar espaço para o silêncio, para uma observação profunda, para a compreensão e para a compaixão em seu local de trabalho ou comunidade.”

Você pode encontrar esse livro nas melhores livrarias e também em formato eBook.