Por que nos apegamos ao nosso sofrimento? Thich Nhat Hanh responde

P: Por que nos apegamos ao nosso sofrimento?

TNH: Muitos de nós não são capazes de liberar o passado, de liberar o sofrimento do passado. Queremos nos agarrar ao nosso próprio sofrimento. Mas o Buda disse muito claramente, não se apegue ao passado, o passado já se foi. Não espere o futuro, o futuro ainda não está presente. Os sábios estabelecem-se no momento presente e praticam viver profundamente no momento presente. Essa é a nossa prática. Ao viver profundamente no momento presente, podemos compreender o passado melhor e podemos nos preparar para um futuro melhor.

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Como se mantém a atenção plena em um ambiente de trabalho agitado? Thich Nhat Hanh responde

Como se mantém a atenção plena em um ambiente de trabalho agitado?

Thich Nhat Hanh: Às vezes parece que não há tempo suficiente até mesmo para respirarmos conscientemente. Isto não é um problema pessoal apenas, isto é um problema de toda a civilização. É por isso que temos que praticar, não só como indivíduos, mas também como sociedade. Temos que fazer uma revolução na forma como organizamos a nossa sociedade e nossa vida diária, assim vamos ser capazes de apreciar o trabalho que fazemos todos os dias.

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Somente a compaixão é capaz de curar a raiva

“Você só pode cometer um erro quando se esquece que a outra pessoa está sofrendo. Temos a tendência de acreditar que só nós sofremos, e que a outra pessoa está feliz por nos fazer sofrer.

Quando achamos isso, fazemos coisas más e cruéis para magoar o outro. A consciência de que a outra pessoa sofre muito, ajudará você a ouvir profundamente.

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Onde quer que fores, encontrarás apenas a ti mesmo – Mestre Linji

Mestre Linji ensinou: ”Só vossa verdadeira pessoa que aqui está a escutar o Darma neste momento pode entrar no fogo e não se queimar, entrar na água e não ser arrastada, entrar nos domínios infernais e nos três destinos perniciosos como quem vai de excursão por um parque.

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Um texto de Thich Nhat Hanh para esses momentos de divisão

A raiva quase pode ser tocada no ar nos dias atuais. De uma forma falsamente superior nos eximimos de culpas colocando a culpa em outros, como se os rumos que as coisas estão tomando fosse culpa de somente uma ou duas pessoas. Como se não fizéssemos parte da situação. Criamos então a divisão, o famigerado nós contra eles, eles contra nós e tentamos sentir segurança nisso, superioridade, isenção total no processo.

Aquele que é honesto e sério sabe bem que não é assim, quando furo o semáforo vermelho contribuo com isso. Quando buzino raivosamente contribuo com isso.

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Mestre Linji sobre os papagaios que ensinam autoconhecimento

“Não permitais que falsos anciãos aqui e acolá vos marquem com o carimbo da compreensão, sem quê nem para quê, para depois saírem espalhando a notícia, ‘eu tenho zen, eu entendi o que significa a Senda*’, ministrando depois uma eloquente palestra que flui constantemente como uma cachoeira, mas cuja única função é criar o carma que conduz ao inferno… Somente a percepção de perfeita introvisão correta pode ser considerada como sucesso”

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O CAMINHO PARA SAIR DA DEPRESSÃO

O CAMINHO PARA SAIR DA DEPRESSÃO

Palestra do Dharma da véspera de Ano Novo por Thich Nhat Hanh – 31 de dezembro de 2005

Nós temos o poder de reconhecer nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas emoções, nossas percepções. Nós não temos que suprimi-las. Mas nós queremos ter o tempo e o espaço para olhar para elas e as reconhecer tais como elas são. Esta é a prática básica. Fazer o que for preciso para ficar presente no aqui e no agora. Muitas vezes o nosso corpo está aqui, mas nossa mente está em outro lugar. Nossos filhos não sentem que estamos verdadeiramente presentes.
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